Trump assinou um decreto no qual pede para espaçar a aplicação em criançasJim Watson / AFP
Publicado 12/08/2026 10:22
A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta quarta-feira (12) que a tentativa do presidente americano Donald Trump de reformar a política de vacinação infantil nos Estados Unidos (EUA) vai contra "décadas de evidência científica".
Publicidade
LEIA MAIS: Número de mortos por terremoto na Colômbia sobe para 240

Trump assinou na segunda-feira (10) um decreto no qual pede para espaçar a aplicação em crianças.

Ao apresentar o texto, o magnata americano mencionou várias vezes um suposto vínculo entre as imunizações e o autismo, apesar da falta de evidência científica a esse respeito.

Seu secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., conhecido por sua oposição às vacinas, vem defendendo há anos uma teoria desacreditada que relaciona a vacina contra a rubéola ao autismo.

No entanto, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, insistiu que "a ciência é inequívoca". As vacinas "são seguras e não causam autismo", afirmou em uma mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter).

"Nos preocupa que as mudanças recentes na política de imunização dos Estados Unidos não estejam alinhadas com décadas de evidências" científicas, acrescentou.

A iniciativa de Trump surge em um momento em que os EUA enfrentam seu pior surto de sarampo em 35 anos.

A comunidade científica sustenta que não existe evidência que relacione as vacinas ao autismo, uma teoria que, no entanto, Kennedy continua promovendo.

Desde que assumiu o cargo, o secretário de Saúde promoveu uma ampla revisão das vacinas utilizadas há décadas, alterou o calendário de aplicação infantil e reduziu fundos destinados ao desenvolvimento de novos imunizantes, medidas que têm sido amplamente criticadas pela comunidade médica e científica.

Tedros Adhanom Ghebreyesus procurou tranquilizar os pais e lembrou que "as vacinas são uma das ferramentas mais poderosas" para proteger as crianças e prevenir doenças potencialmente fatais.
Leia mais