Publicado 25/08/2026 11:42
Um deputado israelense de extrema direita atacou um memorial palestino na Cisjordânia ocupada com uma marreta nesta terça-feira (25), enquanto estava sob escolta militar. O ato foi condenado tanto pelo exército quanto por políticos israelenses.
PublicidadeImagens que circulam online mostram Zvi Sukkot, um colono e ativista, destruindo um monumento em homenagem aos mártires na aldeia palestina de Madama, no norte da Cisjordânia, enquanto soldados observavam.
"Há alguns dias, exigi que o Exército tomasse medidas para remover os monumentos que homenageiam terroristas nas aldeias dos assassinos, Madama e Burin. Infelizmente, eles permaneceram de pé. Então, fui até lá pessoalmente e os derrubei", publicou Sukkot no Facebook, juntamente com um vídeo do ato.
O Exército israelense afirmou à reportagem que Sukkot e seus assistentes fizeram uma "visita" à área "com segurança fornecida por soldados das Forças de Defesa de Israel que foram desviados de suas funções operacionais para esse fim".
"Ao contrário da coordenação acordada, os participantes agiram de forma enganosa e manipuladora, sem autorização, desviando-se completamente do quadro aprovado, e começaram a demolir um dos monumentos em Madama", acrescentou.
Segundo o Exército, os soldados relataram o incidente aos seus comandantes, que ordenaram que interrompessem a atividade, e "os participantes foram rapidamente escoltados para fora da aldeia".
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou que "fazer justiça com as próprias mãos, especialmente quando envolve figuras públicas, é uma prática repreensível", acrescentou.
Rami Nassar, chefe do conselho da aldeia de Madama, disse à reportagem que o memorial no centro da aldeia inclui os nomes dos mortos em uma batalha de 1968, durante a Primeira e a Segunda Intifadas, e até os dias atuais.
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