Petroleiro foi atingido nesta sexta-feira por um projétil desconhecido no Estreito de OrmuzArquivo / Department of War / Rede X
Publicado 18/09/2026 09:20
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta sexta-feira (18) que atacou um petroleiro de bandeira togolesa no Estreito de Ormuz, segundo um comunicado divulgado pela agência estatal Irna.

“O petroleiro ‘Trend’, que navega sob bandeira togolesa, foi alvo de um ataque e interceptado após a ocorrência de um incêndio a bordo”, informou o exército ideológico iraniano.

A Guarda afirmou que a embarcação tentava realizar uma “passagem ilegal” por essa rota estratégica para o transporte mundial de hidrocarbonetos, que Teerã mantém bloqueada desde o início da guerra com os Estados Unidos, em fevereiro.

A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que um petroleiro foi atingido nesta sexta-feira por um projétil desconhecido no Estreito de Ormuz.

O diretor de segurança de um navio "afirmou que um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado, o que provocou um incêndio a bordo que depois foi apagado", relatou a agência.

A UKMTO não revelou detalhes sobre a embarcação envolvida, e não se sabe se se trata do mesmo navio mencionado pela Guarda Revolucionária do Irã.

Na noite de quinta-feira, a UKMTO também relatou um "incidente de segurança no Estreito de Ormuz, a 16 milhas náuticas (29,5 km) ao nordeste de Khasab, Omã".

Trump 

Publicidade
Na metade de agosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma imagem nas redes sociais , que mostrava o Estreito de Ormuz, via marítima para o escoamento de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico, como "território americano".
A montagem foi divulgada na plataforma Truth Social. A imagem mostrava um círculo marcando Ormuz com a legenda "Novo território dos Estados Unidos".
Em entrevista à Fox News na ocasião, Trump chegou ameaçou bombardear o Omã se o país "se intrometer" no acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz, e disse que Teerã deveria "estender bandeira branca" e se render.
A ameaça contra Omã - país aliado que há anos facilita negociações entre os Estados Unidos e o Irã e afirma que se mantém como um mediador neutro - surgiu num momento em que Trump se viu com pouca margem de manobra para alcançar os objetivos traçados no início da guerra.

As hostilidades já ultrapassam a marca de seis meses em um conflito iniciado com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã, em fevereiro.
*Com informações da AFP e do Estadão Conteúdo
Leia mais