Publicado 16/10/2026 19:40
Proprietários de bancas de jornais de Niterói não convivem apenas com o medo e a insegurança, mas também com a falta de respostas. Foram pelo menos seis ocorrências de arrombamentos e furtos nos últimos meses, três em outubro e dois casos somente nesta semana. Mas nenhum retorno das polícias Militar e Civil.
PublicidadeA situação foi mostrada pelo O Dia na última quarta-feira, dia 14. Proprietários de bancas de jornal de Niterói denunciavam o aumento dos casos de arrombamentos e furtos na região. A reportagem buscou respostas da Polícia Militar na ocasião, sem retorno. Também enviou demanda para a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, mas os questionamentos não foram respondidos até o fechamento da reportagem (leia mais abaixo).
Na manhã desta terça-feira (13), na região central da cidade, um arrombamento foi constatado em uma banca na avenida Rio Branco, esquina com a Rua Marechal Deodoro. A porta metálica do estabelecimento foi danificada e houve registro de produtos levados.
No dia anterior, uma banca localizada nas proximidades da UFF e do Plaza Shopping foi arrombada. Imagens de câmeras de segurança flagraram dois suspeitos, e o material foi encaminhado para auxiliar nas investigações.
Mas o primeiro ataque ocorreu no dia 6 de outubro, na rua Gavião Peixoto, esquina com a rua Pereira da Silva, em Icaraí. Donos de bancas dizem que os criminosos agem principalmente durante a madrugada. "O arrombamento e fechamento de bancas impactam vendas, e profissionais ficam sem local para expor e vender seus produtos, fora o prejuízo financeiro com mercadorias e consertos das bancas", lamenta um dos comerciantes, que se identificou como Toninho.
Representantes da categoria defendem o aumento das rondas policiais e um monitoramento mais intenso por parte da Polícia Militar. Dados da Associação dos Proprietários de Bancas de Jornais de Niterói (Aproban), entidade presidida por Antônio Giglio, mostram que os impactos vão além dos estabelecimentos atingidos, afetando toda a cadeia econômica ligada ao setor, que inclui jornaleiros, funcionários, distribuidores, entregadores e fornecedores.
A associação também orienta os proprietários das bancas afetadas a registrarem ocorrência policial e encaminharem os respectivos números à entidade, com o objetivo de consolidar informações e reforçar o pedido de apoio às autoridades.
Posicionamento da polícia
A reportagem de O Dia ainda aguarda retorno das polícias Militar e Civil, principalmente sobre policiamento na região, mas ainda aguarda posicionamento da PM.
Sobre a Civil, a reportagem encaminhou demanda para a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Foi questionado, por exemplo, para que a secretaria confirmasse o número de ocorrências e quais os bairros mais afetados.
Também foi questionado sobre as investigações, se os crimes teriam sido praticados pelo mesmo grupo ou se foram ações isoladas. A reportagem ainda questionou se alguma prisão foi feita.
Assim que a Secretaria de Segurança Pública se posicionar, a reportagem será atualizada.
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