Após mais dois incidentes, ocorridos nesta semana, proprietários de bancas de jornal de Niterói denunciam o aumento dos casos de arrombamentos e furtos na região.
Na manhã desta terça-feira (13), um novo arrombamento foi constatado em uma banca na Avenida Rio Branco, esquina com a Rua Marechal Deodoro, no Centro. A porta metálica do estabelecimento foi danificada e houve registro de produtos subtraídos. O valor total dos prejuízos ainda está sendo levantado.
O primeiro ataque ocorreu em 6 de outubro, na Rua Gavião Peixoto, esquina com a Rua Pereira da Silva, em Icaraí. Já no dia 12, uma banca localizada nas proximidades da UFF e do Plaza Shopping foi arrombada. Imagens de câmeras de segurança flagraram dois suspeitos, e o material foi encaminhado para auxiliar nas investigações.
Segundo relatos dos comerciantes, os criminosos agem principalmente durante a madrugada, aproveitando os momentos de menor circulação de pessoas. Em muitos casos, nem sistemas de alarme ou câmeras de segurança têm sido suficientes para impedir as ações. Representantes da categoria defendem o aumento das rondas policiais e um monitoramento mais intenso por parte da Polícia Militar. Os assaltos durante o dia têm como principais alvos dinheiro em espécie, cigarros e equipamentos eletrônicos.
"O arrombamento e fechamento de bancas impactam vendas,e profissionais ficam sem local para expor e vender seus produtos, fora o prejuízo financeiro com mercadorias e consertos das bancas", explicou o empreendedor Toninho. Procurado pela reportagem, o 12 BPM não havia respondido até o fechamento desta matéria.
O que diz a APROBAN
De acordo com dados da Associação dos Proprietários de Bancas de Jornais de Niterói (Aproban), entidade presidida por Antônio Giglio, somente nos primeiros meses deste ano, ao menos seis ocorrências foram registradas contra estabelecimentos do setor, gerando prejuízos financeiros e ampliando a sensação de insegurança entre comerciantes.Duas ocorrências foram registradas nas últimas 24 horas. Os casos causaram danos às estruturas, furtos de mercadorias e prejuízos com reparos e serviços de serralheria. A associação manifestou preocupação com a sequência de ataques e pediu apoio das forças de segurança para a apuração dos casos e a proteção dos comerciantes.
Segundo a entidade, os impactos vão além dos estabelecimentos atingidos, afetando toda a cadeia econômica ligada ao setor, que inclui jornaleiros, funcionários, distribuidores, entregadores e fornecedores. A associação também orienta os proprietários das bancas afetadas a registrarem ocorrência policial e encaminharem os respectivos números à entidade, com o objetivo de consolidar informações e reforçar o pedido de apoio às autoridades. Enquanto as investigações seguem em andamento, jornaleiros e comerciantes afirmam que convivem com o receio constante de novos ataques. A expectativa é que as ocorrências sejam apuradas e que medidas contribuam para ampliar a sensação de segurança na região.
Segurança pública
Embora os recentes ataques a bancas de jornal tenham gerado preocupação entre comerciantes e moradores, a responsabilidade direta pela segurança pública e pelo policiamento ostensivo é do Governo do Estado.
Em Niterói, o patrulhamento preventivo e as ações de combate à criminalidade são conduzidos pela Polícia Militar, por meio do 12º BPM (Niterói), unidade responsável pela área. O município pode atuar de forma complementar, com ações de ordenamento urbano, monitoramento por câmeras e apoio à Guarda Municipal em atribuições específicas. No entanto, investigações criminais, rondas ostensivas e respostas a ocorrências de furto e arrombamento são competências das forças estaduais de segurança.
Diante da sequência de casos registrados neste mês, comerciantes defendem o reforço do policiamento em áreas de maior circulação e a intensificação das ações preventivas para coibir novos ataques.
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