Publicado 19/10/2026 10:02
Uma padaria onde não se fazem sonhos. Pessoas que parecem presas ao passado ou à espera de um futuro que nunca chega. É nesse cenário cotidiano que o espetáculo “Um Instante”, criado pelo grupo T.E.M.P.O. (Teatro, Estudos, Movimento e Processos Operativos), constrói uma reflexão sobre o tempo, a memória e os encontros que transformam a vida. A montagem, desenvolvida por artistas ligados a Rio das Ostras e Três Rios, chega ao Festival Velha Joana, em Primavera do Leste, no Mato Grosso, com apresentação gratuita no dia 7 de novembro, às 19h, no Teatro Municipal.
PublicidadeFormado em 2024 por artistas, pesquisadores e educadores, o grupo leva ao festival uma pesquisa teatral que combina diferentes linguagens e propõe ao público novas formas de perceber situações aparentemente comuns.
Uma padaria transforma a rotina em reflexão sobre a vida
Na história, um homem tenta obter uma informação simples, mas se vê envolvido por uma sequência de gestos, palavras, sons e silêncios. Enquanto algumas pessoas parecem reconhecer figuras do passado, outras perseguem um futuro que nunca chega.
Na história, um homem tenta obter uma informação simples, mas se vê envolvido por uma sequência de gestos, palavras, sons e silêncios. Enquanto algumas pessoas parecem reconhecer figuras do passado, outras perseguem um futuro que nunca chega.
A padaria funciona como metáfora de uma rotina marcada pelo trabalho, pela produtividade, pela busca da felicidade e pelo cumprimento de tarefas. Nesse ambiente, o tempo se repete, acelera, desacelera e ganha novos sentidos.
“Talvez a principal reflexão dessa obra esteja justamente na pergunta sobre o que cabe dentro de um instante”, explica Ritcheli Santana, criador e diretor do espetáculo. Para ele, a montagem também explora os encontros, as lembranças, as interrupções e as coincidências que alteram o rumo das trajetórias humanas.
A pesquisa de longa duração começou com a cena curta “Philip Glass Compra Pão” e avançou posteriormente no trabalho acadêmico de Santana em Artes da Cena. Movimento, luz, imagem e som ocupam posições importantes na composição.
Libras integra a dramaturgia e amplia as possibilidades da cena
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) tem papel essencial na construção dramatúrgica e performativa de “Um Instante”, em diálogo com a fala e os gestos. Segundo Luan Vieira, idealizador do projeto, a linguagem faz parte da própria concepção da obra, e não foi acrescentada apenas como tradução posterior.
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) tem papel essencial na construção dramatúrgica e performativa de “Um Instante”, em diálogo com a fala e os gestos. Segundo Luan Vieira, idealizador do projeto, a linguagem faz parte da própria concepção da obra, e não foi acrescentada apenas como tradução posterior.
A circulação também representa uma oportunidade de intercâmbio cultural e profissional para os artistas. William Lopes, produtor executivo e ator, destaca a importância de apresentar a montagem a públicos com diferentes sotaques, experiências e formas de compreender o mundo.
O grupo pretende levar de volta às regiões onde atua novos conhecimentos, contatos e possibilidades de criação. Julya Avila, também idealizadora do projeto, ressalta que a proposta é permitir diferentes interpretações a partir das experiências de cada espectador.
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