Publicado 24/07/2019 17:43 | Atualizado 24/07/2019 18:18
Rio - Escutas autorizadas pela Justiça revelam diversas atividades criminosas de uma quadrilha que é alvo de operação nesta quarta-feira. Uma ligação registra toda a ação para executar Diogo Henrique de Souza, usuário de drogas que devia ao grupo. Além deste, outros áudios revelam o armamento da quadrilha e a atividade de roubo de cargas. Ouça abaixo.
Ouça os áudios:
Áudio 1 - Execução a usuário de drogas em Caxias
Uma ligação de quase sete minutos registra a ação de execução de Diogo Henrique de Souza, um usuário de crack que devia à quadrilha, em outubro de 2018. O autor dos disparos é Paulo Ricardo de Oliveira Gomes, o Rex, um dos principais aliados de Fábio Pereira de Souza, o Fabinho, que chefia a quadrilha. Do outro lado da linha está Marcelo da Silva Costa, o Marcelo Bomba, que está morto.
O áudio está dividido abaixo em três partes: Na primeira, Rex pede a Marcelo Bomba que o encontre no local combinado para a execução e que continue na linha durante a ação. No segundo trecho, eles comentam que a área está 'tranquila'. E finalmente, é possível ouvir os disparos da execução. Todos os trechos fazem parte da mesma chamada telefônica.
Áudio 2 - Dois integrantes do grupo criminoso, Cristiano Almeida dos Santos, o Tito, e Elias Silvano de Araújo, conversam sobre armamento. Elias pergunta a Tito se ele também quer uma pistola. O homem diz que quer 'só o fuzil mesmo'.
Elias: Tito.
Tito: Fala.
Elias: Quer a pistola também?
Tito: Não, só o fuzil mesmo.
Elias: Já é.
Áudio 3 - Em outro áudio, Tito pede a Elias para desenterrar dois fuzis e bolsas com droga e dinheiro.
Elias: E aí, cara?
Tito: O fuzil que tá no teu barril, o fuzil que tá no outro, tem duas bolsas pequenas, a do Exército, tem outra pequena preta, um caderno e uma bolsinha que tem com dinheiro aí.
Elias: Car****. Vem aqui rapidinho.
Tito: Tá chovendo. To debaixo da chuva cara.
Elias: Pô, não vai dar pra levar isso tudo não, cara.
Tito: Tranquilo, deixa aí. Vou aí.
Áudio 4 - Em conversa com outro criminoso, Tito comenta que não pegou uma carga de 'pó de dez' porque tinha roubado uma carga de cerveja. O outro homem alerta o comparsa sobre policiais e manda "gastar os pentes" nos agentes.
Tito - Oi, oi
HNI - O Hugo tá perto de tú? Pergunta a ele se ele pegou as cargas de pó de 10.
Tito - Ainda não. Ainda não porque nós tá numa responsa muito séria. Mil grau. (sic)
HNI - Han. Só Skol, né?
Tito - Só Skol. Várias. Nós pegamos muitas caixas.
HNI - Fala pra ele tirar dez cargas pra mim de pó de dez. Atividade. Os caras foram lá pra trás. Qualquer coisa pode gastar os pente tudo.
Em um quinto áudio, Tatiana, conhecida como Tia, diz a Juliana que os traficantes de uma localidade de Caxias não permitiam enterro de desafetos. Ela afirma que há um cemitério clandestino na região parecido com o de Parada Angélica. A Delegacia de Homicídios vai investigar.
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