Prefeitura do Rio anuncia novas medidas restritivas nesta quinta-feira (11)Reginaldo Pimenta / Agência O Dia
Por Yuri Eiras
Publicado 11/03/2021 11:33 | Atualizado 26/03/2021 09:59
Rio -  A cidade do Rio recebeu, nas últimas semanas, 18 novos casos das novas variantes do coronavírus. Ao todo, a Fiocruz já comunicou 43 casos na capital - 13 deles de moradores, e o restante de turistas. O número acendeu o alerta, e junto com a alta de internações e procuras por atendimento de emergência, reforçou, na secretaria de Saúde, a necessidade de prorrogar as medidas de restrição. Elas foram publicadas na edição desta quinta-feira do Diário Oficial. A principal novidade é que bares e restaurantes funcionarão entre 10h30 e 21h.
Em coletiva na manhã desta quinta, no Centro de Operações Rio, o superintendente de Vigilância em Saúde e comandante do COE COVID, Márcio Garcia, explicou que os moradores do Rio que foram detectados com as novas variantes viajaram para fora, ou tiveram contato com alguém que veio de fora. "São variantes de atenção para a saúde pública. São 12 da variante P.1, aquela que foi associada a Manaus, e mais um da variante B.1.17. Os moradores do Rio, ou viajaram, ou entraram em contato com alguém que veio de fora", afirmou Garcia.
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De todos os casos identificados como novas variantes, 13 são de moradores do Rio; 23 vieram de Manaus, 3 do estado de Rondônia e outros 4 de outros municípios.
"Prefiro ser impopular e salvar vidas"
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Além da circulação das variantes, a alta taxa de ocupação dos leitos de UTI são motivos de preocupação por parte da secretaria. Segundo o secretário de Saúde, Daniel Soranz, a rede pública municipal tem, atualmente, 91% dos leitos de UTI ocupados. O prefeito Eduardo Paes afirmou que "não vai esperar a curva de mortes subir para tomar atitudes", e por isso prorrogou as medidas restritivas, apesar da pressão de donos de bares e restaurantes. "Prefiro ser impopular e salvar vidas. Eu gosto de um bar, mas não é hora. Pelo menos ninguém vai poder dizer que o prefeito não gosta de bar", brincou Paes.
"O que a gente faz, agora, é olhar outros números preventivamente. Situações dramáticas, e a gente tem duas opções: esperar o número de mortes chegar lá em cima, ou agir para evitar que as pessoas se contaminem e venham a morrer. A gente tem uma ampliação no número de pessoas que procuram a rede pública. A gente não vai esperar a curva de mortes subir para tomar qualquer atitude. O que estamos tentando evitar é que essa curva de mortes suba", disse o prefeito.
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