Coletiva de divulgação do 19° Boletim Epidemiológico do RioFABIO MOTTA
Por O Dia
Publicado 14/05/2021 12:49
Rio - O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que deve dialogar com o Ministério Público para que os profissionais de Educação voltem a ser incluídos entre os grupos prioritários de vacinação para as próximas duas semanas. O município suspendeu a imunização do segmento na última sexta-feira (7), após uma determinação do ministro Ricardo Lewandowski que impediu governo e prefeitura de alterar o planejamento inicial da campanha feito pelo Ministério da Saúde.
“Nós tínhamos incluído entre os grupos prioritários os profissionais de Educação, dada a importância que damos ao retorno das aulas presenciais. Era uma estratégia que queríamos priorizar, mas houve uma decisão do Supremo Tribunal Federal e recebemos uma ‘recomendação’, que no caso é uma determinação do Ministério Público, para que interrompêssemos a vacinação dos profissionais da educação”, afirmou Eduardo Paes.
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Ele lamentou a medida e afirmou que sua opinião não mudou em relação a vacinação do segmento. Até a última terça-feira (11), mais de 266 unidades escolares retomaram as atividades presenciais, o valor é equivalente a 85% de toda a rede municipal e o retorno é opcional para os alunos. 
“A posição da prefeitura permanece sendo a de que eles deveriam estar entre os grupos prioritários, mas devido às recentes decisões, nós acatamos e estamos recorrendo, dialogando, para permitir que eles voltem a ser considerados grupos prioritários”, disse.
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Vacinação voltará a ser feita priorizando a idade
A etapa de vacinação para os grupos prioritários deve durar até o dia 29 de maio. Dois dias depois, a distribuição das doses começará a ser feita por escalonamento de idade. A cada três dias, pessoas de uma determinada idade serão imunizadas, começando por adultos de 59.
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Para o prefeito Eduardo Paes, a vacinação por idade se mostrou mais efetiva do que a etapa de imunização dos grupos prioritários. Ele também disse que desta maneira o município recebe menos pressão das classes profissionais.
“É uma forma de fazer com que os grupos de pressão entendam que nós temos um critério prioritário no Rio chamado idade. Vocês não fazem ideia da quantidade de mensagens que todos nós recebemos todos os dias de grupos nos pressionando. E é verdade, não quero contestar. Por exemplo, uma caixa de supermercado não para um dia de trabalhar. Será que temos um profissional de saúde jovem e forte que é mais importante que uma velhinha que trabalha como caixa de supermercado? Você acaba escolhendo entre quem vai viver e morrer num critério que me parece, às vezes, sem sentido”, concluiu.
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