Publicado 23/05/2021 19:10
Rio - O presidente Jair Bolsonaro participou neste domingo (23) de um passeio de moto com apoiadores, que registrou diversos pontos de aglomeração na cidade do Rio. Sem máscara de proteção contra a covid-19, ele discursou para o grupo e fez ataques a governantes que determinaram lockdown para conter a disseminação do novo coronavírus.
Especialistas em saúde ouvidos pelo DIA criticaram o comportamento do presidente e chegaram a chamar o episódio de ‘absurdo’, ‘desrespeito’ e ‘retrocesso’, além de demonstrarem preocupação com o avanço da doença e a chegada de uma próxima onda. O cientista político Paulo Baía entende o ato como a antecipação da campanha eleitoral para a reeleição no próximo ano.
Segundo ele, o ano de 2021 já começou com uma campanha para a presidência em 2022 e a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que anulou todas as condenações do ex-presidente Lula, o tornando elegível, acelerou a corrida pelo cargo.
"A volta de Lula à eleição precipitou uma série de movimentos dos apoiadores de Bolsonaro e de Jair Bolsonaro para acelerar sua campanha e manter um grupo fiel às suas ideias. A ideia de intervenção militar, campanha contra a pandemia, contra a máscara, contra a vacinação, é um discurso para manter fidelizado 25% dos eleitores brasileiros e ao mesmo tempo acenar para o aumento desses eleitores, até a possibilidade de chegar ao segundo turno, e uma nova vitória, semelhante a de 2018”, explica o cientista político.
Baía diz ainda que a chamada 'motociata' pode ser considerada "um sucesso do ponto de vista do marketing eleitoral e político", porque representa a fidelização de uma parcela da população brasileira adepta ao discurso de Bolsonaro. Para ele, ainda que a atitude do presidente seja vista como “um contrassenso, um absurdo, um atentado à democracia” por parte da sociedade, pelo menos um quarto dela é fiel a essas ideias.
“Esse discurso, é o discurso que Bolsonaro faz desde 1992, quando foi candidato pela primeira vez a vereador. Ele não muda esse discurso e ele tem lastro social para fazer esse discurso. Por isso, eu vejo a manifestação de hoje como uma grande manifestação sendo feita no Rio de Janeiro, por isso tem um simbolismo nacional de aceleração da campanha eleitoral, com a mesma pauta de 2018 por Jair Bolsonaro e seus adeptos”, continuou.
Alvo da CPI da covid-19, o ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, também participou do ato. Vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que irá pedir mais informações ao Governo do Estado e à Prefeitura do Rio sobre a ‘motociata’ deste domingo.
Especialistas em saúde ouvidos pelo DIA criticaram o comportamento do presidente e chegaram a chamar o episódio de ‘absurdo’, ‘desrespeito’ e ‘retrocesso’, além de demonstrarem preocupação com o avanço da doença e a chegada de uma próxima onda. O cientista político Paulo Baía entende o ato como a antecipação da campanha eleitoral para a reeleição no próximo ano.
Segundo ele, o ano de 2021 já começou com uma campanha para a presidência em 2022 e a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que anulou todas as condenações do ex-presidente Lula, o tornando elegível, acelerou a corrida pelo cargo.
"A volta de Lula à eleição precipitou uma série de movimentos dos apoiadores de Bolsonaro e de Jair Bolsonaro para acelerar sua campanha e manter um grupo fiel às suas ideias. A ideia de intervenção militar, campanha contra a pandemia, contra a máscara, contra a vacinação, é um discurso para manter fidelizado 25% dos eleitores brasileiros e ao mesmo tempo acenar para o aumento desses eleitores, até a possibilidade de chegar ao segundo turno, e uma nova vitória, semelhante a de 2018”, explica o cientista político.
Baía diz ainda que a chamada 'motociata' pode ser considerada "um sucesso do ponto de vista do marketing eleitoral e político", porque representa a fidelização de uma parcela da população brasileira adepta ao discurso de Bolsonaro. Para ele, ainda que a atitude do presidente seja vista como “um contrassenso, um absurdo, um atentado à democracia” por parte da sociedade, pelo menos um quarto dela é fiel a essas ideias.
“Esse discurso, é o discurso que Bolsonaro faz desde 1992, quando foi candidato pela primeira vez a vereador. Ele não muda esse discurso e ele tem lastro social para fazer esse discurso. Por isso, eu vejo a manifestação de hoje como uma grande manifestação sendo feita no Rio de Janeiro, por isso tem um simbolismo nacional de aceleração da campanha eleitoral, com a mesma pauta de 2018 por Jair Bolsonaro e seus adeptos”, continuou.
Alvo da CPI da covid-19, o ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, também participou do ato. Vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que irá pedir mais informações ao Governo do Estado e à Prefeitura do Rio sobre a ‘motociata’ deste domingo.
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