No município do Rio, está proibida a realização de eventos em áreas públicas até o dia 31 de maio. Além disso, o uso de máscara é obrigatório no município. “Vamos pedir informações do governo do estado do Rio e da prefeitura se houve autorização para este evento de hoje. Se não houve, cobraremos quais as providências serão tomadas para responsabilizar o presidente da República por conta da clara infração à ordem sanitária”, afirmou Randolfe, ao G1.
No Twitter, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) criticou o evento durante a pandemia do novo coronavírus e a participação do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. "Em comunicado de emergência, gestores do SUS alertam Bolsonaro para a chegada da 3° onda de mortes pela COVID. Uma fase mais cruel e mortal. O que Bolsonaro faz? Aglomera, não usa máscara e pior, seus apoiadores tampam alertas sanitários contra a COVID-19. CRIMINOSO!!!", escreveu.
Milhares de apoiadores participam de 'motociata'
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O evento, organizado por apoiadores do governo Bolsonaro, começou por volta das 8h da manhã e terminou no Monumento dos Pracinhas, local onde ocorreu o discurso do presidente, pouco antes das 12h. O ato contou com a participação de milhares de apoiadores.
"Desde o começo, eu disse que nós tínhamos dois problemas: o vírus e o desemprego. Muitos governadores e prefeitos simplesmente ignoraram a grande maioria da população brasileira e, sem qualquer comprovação científica, decretaram lockdowns, confinamentos e toque de recolher", disse o presidente, do alto de um trio elétrico posicionado a frente do monumento.