Carlos José de Franca foi preso pela morte da argentina Florencia Arangurem em BúziosDivulgação
Publicado 09/12/2023 17:22
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Rio - A Justiça do Rio a prisão de Carlos José de França, suspeito de matar a argentina Florencia Aranguren, de 31 anos, para preventiva, na tarde deste sábado (9). Em audiência de custódia, a juíza Danielle Lima Pires Barbosa citou a "extrema gravidade" do crime. "Não se pode ignorar que o crime foi praticado com arma branca de alto potencial lesivo", escreveu.
O fato do acusado ter duas anotações criminais por furto e lesão corporal também colaborou para a decisão: "Destaque-se que o custodiado já ostenta anotação criminal, conforme consta de sua folha de antecedentes, voltando a ser preso em flagrante pela prática de novo crime. Nesse sentido, seu constante envolvimento com o aparato policial e judicial demonstra sua dedicação à atividade criminosa, fazendo dela seu meio de vida, o que torna necessária a custódia cautelar para evitar a reiteração delitiva", informou a juíza.
Florencia foi assassinada a facadas, na manhã da última quarta-feira (6), no município de Búzios, Região dos Lagos do Rio, enquanto passeava com o cachorro próximo à praia de José Gonçalves. Guardas da Ronda Ostensiva Municipal Urbana (Romu) encontraram o corpo da argentina após uma denúncia anônima.
Os agentes, então, acionaram policiais militares, que iniciaram as buscas pelo assassino. Carlos José foi preso em flagrante em um condomínio próximo ao local do crime enquanto estava se lavando. Segundo os agentes, ele estava com manchas de sangue na roupa.
Tronco, o cão da vítima, de 10 anos, que ficou ao lado de Florencia depois de sua morte, foi acolhido pelo defensor dos animais Toni Russo. Na quinta-feira (7), ele avisou que familiares da estrangeira tinham entrado em contato para recuperar a guarda do cachorro.
O corpo de Florencia foi cremado na manhã desta sábado (9), no Memorial do Rio, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. A irmã e o cunhado da estrangeira estiveram no crematório para se despedir de Florência. Eles aguardam as cinzas para retornar a Buenos Aires, na Argentina.
Imprensa argentina repercute assassinato
A imprensa argentina tem divulgado a morte da compatriota Florencia como um "horror" e destacado dados de violência na região. "Búzios deixou de ser um paraíso", diz uma manchete do 'Clarín'. A Região dos Lagos é conhecida por atrair muitos turistas argentinos. É comum encontrar imigrantes trabalhando em restaurantes, hotéis e agências de turismo.
Não à toa, a morte violenta da argentina esta semana chocou o país vizinho e despertou o interesse da imprensa local sobre dados de segurança pública na cidade litorânea brasileira. O Clarín deu destaque à informação de que o balneário José Gonçalves, onde o corpo da turista foi encontrado, teve 20 ocorrências de feminicídios nos últimos dois anos. O periódico classificou o caso como um "horror no Brasil".
O dado é colocado pelo jornal junto à informação de que o balneário está localizado em uma área protegida e seu acesso é feito por uma trilha de 2 quilômetros. Ou seja, não se trata de uma área urbana, onde geralmente a incidência de crimes é maior, o que acende maior alerta sobre o índice.
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