Delegado titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF)Pedro Ivo / Agência O Dia
Publicado 06/02/2024 13:01
Rio - O miliciano Tauã de Oliveira Francisco, o 'Tubarão', atirou e jogou uma granada contra os policiais civis antes de ser morto, na manhã desta terça-feira (6), durante uma operação em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Em entrevista coletiva na Cidade da Polícia, no Jacaré, Zona Norte do Rio, a corporação informou que o criminoso, líder do grupo que atua em Seropédica e em parte da Baixada, resistiu à prisão.
"Nós cercamos a residência dele, demos comando para que ele se entregasse e mesmo com a casa completamente cercada, ele decidiu resistir à ação e efetuou diversos disparos, jogou uma granada contra os policiais que para se defenderem, efetuaram disparos e o Tauã foi neutralizado. Ele tinha aquele local como porto seguro, mas o trabalho de inteligência conseguiu identificar esse endereço sem que qualquer outro indivíduo do grupo criminoso tivesse ciência", disse o delegado Moysés Santana, titular da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF).
De acordo com o delegado Mauro César, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Tubarão ficou escondido no Complexo da Maré, na Zona Norte, por muito tempo. Segundo ele, a comunidade é uma espécie de "quartel" para traficantes e milicianos. A polícia acredita que com a morte do criminoso, o número de homicídios na Baixada e na Zona Oeste deve diminuir. 
"Foi uma ação emblemática principalmente por causa dessas recentes guerras que temos visto na Zona Oeste, onde grupos de milicianos rivais se enfrentavam. Pela parte do Tubarão, conhecido como homem de guerra, foi o responsável por muitas dessas mortes que acontecem recentemente. Ele também era investigado na DHBF pela prática de vários homicídios, ou cometidos por ele diretamente ou a mando dele porque ele era o líder dessa organização criminosa. Certamente, vamos conseguir reduzir ainda mais o numero de homicídios", ressaltou Mauro César.
Tauã chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu. No entanto, não resistiu e morreu na unidade. A troca de tiros ocorreu durante uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da 27ª DP (Vicente de Carvalho) e da Secretaria de Inteligência (SSinte).
As investigações apontam que até dezembro de 2022, Tubarão integrava a milícia de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. Em janeiro de 2023, os dois teriam se tornado inimigos. De acordo com a Civil, Tubarão era o homem que liderava o grupo criminoso que vem travando intensas guerras com a milícia de Zinho, que está preso desde dezembro do ano passado. Tauã também era investigado por envolvimento em ataques a motoristas de van em Campo Grande.
Integrantes do grupo presos
Policiais da 27ª DP (Vicente de Carvalho) prenderam, nesta segunda-feira (5), três suspeitos de integrar a milícia de Tauã de Oliveira Francisco, em Seropédica. Entre os detidos está Igor Maranhão Dutra, vulgo Mecânico, apontado como homem de confiança de Tubarão. Juntamente com o suspeito, os policiais também prenderam Emili Cristine Batista Lourenço.
Segundo a delegacia responsável pela ação, Emili teria permitido que Igor disparasse contra os policiais para tentar fugir no momento da abordagem. Com eles foram apreendidos um fuzil calibre 556, um carregador de fuzil, 31 munições intactas calibre 556, 44 munições deflagradas, roupas camufladas e um veículo clonado. A dupla foi presa em flagrante pelos crimes tentativa de homicídio, posse ilegal de arma e receptação.
Ainda durante a operação, em outro endereço, os agentes prenderam Dimerson Silva de Oliveira dentro de casa, com uma pistola calibre 9mm com numeração raspada. Segundo as investigações, Dimerson faz parte do chamado 'GAT' do miliciano Tubarão. Ele foi preso em flagrante por posse de arma com numeração suprimida.
 
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