Investimento é estimado em R$12 milhões na readequação e manutenção do espaço ao longo do período de contratoDivulgação / Prefeitura do Rio
Publicado 17/04/2024 09:18
Rio - Em mais uma tentativa de passar o Terreirão do Samba para a iniciativa privada, a prefeitura lançou nesta quarta-feira (17) o edital da concessão do espaço que fica no Centro do Rio. A nova licitação vai acontecer no dia 16 de maio e o vencedor vai administrar o local por 25 anos. O investimento é estimado em R$ 12 milhões na readequação e manutenção do local ao longo do período de contrato.

As melhorias previstas no contrato de concessão incluem a reformulação do palco, a adequação às normas de segurança, a requalificação urbana da área e o uso de estruturas móveis para a oferta de serviços de alimentos.

O edital prevê uma programação anual de eventos que privilegie o samba e manifestações culturais. No período de carnaval, a programação deverá ser vinculada à folia e os ingressos precisarão ter preços acessíveis.

A última tentativa de passar o Terreirão do Samba para a iniciativa privada aconteceu no ano passado. Atualmente, o espaço é administrado pela Riotur. Segundo o presidente da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), Gustavo Guerrante, o local será utilizado para celebrar o samba no Rio.
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"Este é um equipamento cultural simbólico da cidade e nós queremos reforçar o calendário anual de eventos para celebrar o samba no Rio. A concessionária ficará responsável pelos investimentos estruturais e pela gestão do espaço e o edital reforça a obrigatoriedade de a maioria da programação ser focada no ritmo mais carioca que existe", disse.

De acordo com a prefeitura, a empresa vencedora pagará, no mínimo, uma outorga fixa de R$1,3 milhões, sendo paga em duas parcelas.
Local histórico
O Terreirão do Samba é um equipamento cultural que tem como objetivo preservar o gênero musical mais importante do Rio. Inaugurado em 1991, o espaço leva o nome Nelson Sargento, compositor, artista plástico e eterno presidente de honra da Mangueira. O palco é batizado com o nome de João da Baiana, um dos pioneiros do samba. Na mesma região, no início do século XX, ficava a casa da lendária Tia Ciata, figura histórica e uma das principais influências dos primórdios do gênero musical. O fato explica o simbolismo e a importância do espaço para todos os sambistas. Em setembro do ano passado, o local foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio de Janeiro. 
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