Publicado 31/12/2024 09:17 | Atualizado 31/12/2024 12:09
Rio - A Polícia Civil identificou o autor dos disparos que mataram Diely da Silva Maia, de 32 anos. A mulher foi morta ao entrar por engano na comunidade do Fontela, em Vargem Pequena, na Zona Oeste, na noite do último sábado (28), em um carro de aplicativo.
PublicidadeA gerente contábil não resistiu aos ferimentos e morreu na hora, antes da chegada do Corpo de Bombeiros. O veículo em que ela estava foi alvejado por criminosos.
Segundo a Civil, após uma operação nas comunidades do Fontela e Coroado, realizada nesta segunda-feira (30), os agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) conseguiram identificar um adolescente de 16 anos como o autor dos disparos.
O corpo de Diely foi enterrado nesta terça-feira (31), no Cemitério Memorial de Candiba, na Bahia, sua cidade natal. O velório aconteceu na residência da mulher e começou na noite de segunda-feira (30).
Investigações constataram que traficantes do Comando Vermelho, que exploram a localidade, estabeleceram a norma de que os motoristas que trafegam por ali devem estar com vidros abaixados, luz interna acesa e alerta ligado. Essa ordem foi imposta com o objetivo de se protegerem de uma possível investida de traficantes de facção rival.
No dia do crime, o motorista do veículo em que Diely estava, que não é do município do Rio e não conhece a localidade, tentou acessar a avenida Benvindo de Novaes por meio da comunidade do Fontela.
O adolescente, apontado como um dos responsáveis pela segurança da facção, ao perceber a aproximação do automóvel com vidros fechados e sem alerta acionado, efetuou disparos contra o veículo, acertando o pescoço da turista e as costas do motorista, Anderson Sales Pinheiro, de 34 anos.
Anderson ficou ferido, foi socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Ele passa bem e já recebeu alta.
Após o crime, segundo informações da polícia, o adolescente fugiu para o complexo da Penha, onde foi acolhido pela liderança da facção. Contra ele, já há um mandado de busca e apreensão pela prática de atos infracionais anteriores. As investigações seguem para apurar a participação de outros indivíduos.
Diely morava em Jundiaí, São Paulo. A família disse que ela iria passar o Réveillon com amigas no Rio de Janeiro. Após um dia na praia, a vítima pegou um carro de aplicativo, quando o desvio acidental da rota aconteceu. A comunidade do Fontela fica ao lado da estrada Benvindo de Novaes.
"Infelizmente, os disparos foram feitos e ela faleceu na hora. Nossa família entrou para a estatística trágica de mortos pela criminalidade do Rio de Janeiro", lamentou um familiar ao DIA.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
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