Raquel Lima Castrioto foi sepultada no Cemitério Jardim da Saudade, nesta segunda-feira (10)Pedro Teixeira/Agência O Dia
Publicado 10/02/2025 17:25
Rio - Uma testemunha do atropelamento que resultou na morte de Raquel Lima Castrioto, de 41 anos, em Campo Grande, na Zona Oeste, afirmou que o carro estava desgovernado e em alta velocidade. O veículo chegou a capotar sobre outros antes de atingir a vítima.
Publicidade
"Eu estava na hora do acidente, próximo ao posto. Foi uma tragédia, o carro desgovernado em alta velocidade bateu no poste e depois nos carros da agência. Ele veio correndo muito e quando chegou na frente da agência bateu e capotou até 'voar' em cima dos carros", disse a testemunha.
Segundo a Polícia Civil, o motorista Josué Alves de Figueiredo, de 60 anos, apresentava sinais de embriaguez. Ele foi preso em flagrante por homicídio doloso (com intenção de matar) e está custodiado no Hospital Municipal Pedro II desde domingo (9). O hospital informou que o estado de saúde dele é estável. As investigações continuam na 35ª DP (Campo Grande).
Despedida à vítima
Raquel estava caminhando ao lado do marido quando foi atingida pelo veículo na calçada. O companheiro conseguiu se esquivar, mas ela morreu na hora. A vítima foi sepultada na tarde desta segunda-feira (10) no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na Zona Oeste.
Amigos e familiares estiveram no local para prestarem as últimas homenagens. Abalados com o acidente, eles preferiram não falar com a imprensa. A vítima deixa marido e filho. Nas redes sociais, parentes também lamentaram a morte dela. "Ninguém esperava por isso, foi uma morte brutal", escreveu uma prima.
No Brasil, a pena para homicídio doloso pode variar de 12 a 30 anos de reclusão. Além disso, quem for flagrado sob efeito de álcool é enquadrado no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), comete infração gravíssima (7 pontos na CNH), com penalidade de multa e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. 
Leia mais