Publicado 20/02/2025 10:38 | Atualizado 20/02/2025 10:43
Rio - O horário de funcionamento da Clínica da Família Wilson Mello Santos - 'Zico', na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, foi reduzido por causa da violência que assola a comunidade nos últimos meses. Em um comunicado nas redes, informaram que, desde a última segunda-feira (17), os atendimentos acontecem das 8h às 17h.
PublicidadeA medida foi tomada para garantir a segurança dos funcionários e pacientes que utilizam diariamente a CF. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), "a mudança infelizmente ocorre em razão da violência no território, visando a proteção dos usuários da unidade."
No comunicado, a clínica também garante que o tratamento e assistência aos pacientes não sofrerão intercorrências devido à mudança.
Região de confrontos constantes
Na última semana, no dia 11, a comunidade foi palco de um confronto entre criminosos e PMs durante uma operação. Durante a ação, oito homens foram presos, sendo que quatro deram entrada no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, com ferimentos.
Ainda foram apreendidos um fuzil, quatro pistolas, 10 artefatos explosivos e drogas. Após a operação, moradores se reuniram, fizeram um protesto e interditaram parcialmente a Avenida Brasil. Um caminhão da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) foi utilizado para bloquear a via.
Na madrugada do último dia 7, moradores relataram intensos tiroteios na região. No mesmo dia, a PM fez uma operação no local.
No dia 5 de fevereiro, criminosos atiraram pelo menos 17 vezes contra o adolescente Fábio Freitas Corrêa, de 17 anos, em Bangu, na Zona Oeste. Segundo testemunhas, milicianos fortemente armados desceram de um carro e dispararam contra o jovem, que era morador da Vila Kennedy e estava na região visitando familiares.
Disputa territorial
A Vila Kennedy, controlada pelo Comando Vermelho (CV), convive com uma constante guerra pelo território disputada entre a facção e grupos rivais, como o Terceiro Comando Puro (TCP) e milicianos.
Há pelo menos seis meses quem mora na Vila Kennedy, Bangu e adjacências vivem reféns do medo. Cada vez mais violentos nas abordagens, os criminosos promovem cenários de guerra.
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