Publicado 17/03/2025 17:39 | Atualizado 17/03/2025 17:54
Rio - O Rio Joana, um dos principais da Grande Tijuca, na Zona Norte, apresentou uma leve melhora na capacidade de retenção de água após um longo período sem chuvas no estado. O DIA publico, há uma semana, que o trecho que cruza a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, permaneceu completamente seco por pelo menos um mês.
PublicidadeNesta segunda-feira (17), o mesmo local apresentava solo úmido, em contraste com os dias anteriores, quando estava bastante ressecado.
Confira:
Veja como estava em fevereiro:
A pequena mudança está alinhada com a explicação do especialista Julio Wasserman, professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele destaca que, por ter uma bacia de pequena dimensão, o rio responde rapidamente às variações meteorológicas.
Nos últimos quatro dias, tem chovido de forma considerável na cidade do Rio de Janeiro, e a previsão indica tempo instável, com possibilidade de chuva a qualquer momento nos próximos dias.
Esse corpo hídrico faz parte de uma bacia que abrange os bairros de Andaraí, Tijuca, Vila Isabel e Maracanã, sendo um dos afluentes do Canal do Mangue, que deságua na Baía de Guanabara.
Especialistas defendem recuperação do rio
Nos últimos quatro dias, tem chovido de forma considerável na cidade do Rio de Janeiro, e a previsão indica tempo instável, com possibilidade de chuva a qualquer momento nos próximos dias.
Esse corpo hídrico faz parte de uma bacia que abrange os bairros de Andaraí, Tijuca, Vila Isabel e Maracanã, sendo um dos afluentes do Canal do Mangue, que deságua na Baía de Guanabara.
Especialistas defendem recuperação do rio
Para Wasserman, a implementação de jardins de infiltração e outras soluções ecológicas na região poderia contribuir para o abastecimento do lençol freático e a recuperação do Rio Joana. Questionado sobre os impactos da seca para a população, o professor explica que a redução da vazão do rio não afeta diretamente o abastecimento de água da cidade, já que o fornecimento é feito pelo Sistema Guandu.
No entanto, ele ressalta que a recuperação do corpo hídrico traria benefícios ambientais, garantindo uma vazão mais constante e tornando a região mais saudável. "Não seria possível captar essa água para consumo, mas o rio poderia voltar a abrigar peixes e outros organismos, melhorando a qualidade de vida na região", afirma.
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