Publicado 07/07/2025 09:18
Rio - A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou três aeronaves neste fim de semana da cúpula do Brics, na cidade do Rio. Desde sexta-feira (4), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) monitora voos na área do Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, Zona Sul, onde as reuniões ocorrem.
PublicidadeNo sábado (5), aconteceram duas interceptações de aviões que sobrevoavam as áreas de exclusão. Usando caças A-29 Super Tucano, os militares averiguaram os dados de voo e as autorizações, e orientaram que as aeronaves mudassem a rota.
Uma terceira ocorrência foi relativa a um tráfego irregular de um helicóptero que, ao avistar o caça A-29, saiu da área restrita e pousou em um local isolado. A posição foi informada às Forças de Segurança que estão envolvidas com o evento.
Além dos caças acionados, um avião E-99 permaneceu em voo durante toda operação da FAB, garantindo a vigilância eletrônica e o controle do espaço aéreo.
Controle de drones
A FAB, por meio do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e do Decea, monitora o espaço aéreo para acompanhar a movimentação de aeronaves que possam apresentar alguma ameaça à segurança dos locais envoldios com a reunião da cúpula do Brics.
Militares do Subdepartamento de Operações do DECEA e do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE) atuam diretamente no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar, que concentra as principais ações de segurança do evento.
Até o momento, mais de 80 drones foram detectados no espaço não permitido e cerca de 170 solicitações de voos foram negadas ou revogadas, número que supera os registros do G20, quando militares negaram 130 operações.
O trabalho conta com o apoio dos equipamentos da Central de Monitoramento Anti-Drones (CMA) da Polícia Federal, que permitem detectar aeronaves não tripuladas irregulares, a localização dos pilotos remotos e a identificação dos drones, incluindo modelo e número de série. Com as informações, as equipes de campo realizam abordagens e fiscalizações, aplicando sanções previstas em caso de violações ao tráfego aéreo.
Brics
A reunião dos chefes de governo dos 11 países-membros do Brics chega ao seu último dia nesta segunda-feira (7) com expectativa para a divulgação do Documento da Parceria, texto que consolida os debates realizados ao longo dos dois dias de evento.
A cúpula, iniciada neste domingo (6), abordou temas como a eliminação de doenças socialmente determinadas, críticas ao multilateralismo e ao protecionismo, além de considerações sobre o posicionamento dos Estados Unidos, apontado como contraditório pelos países-membros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também criticou o financiamento internacional para guerras em detrimento de investimentos no desenvolvimento dos países mais pobres.
O Brics é um fórum de coordenação política e diplomática para países do Sul Global, que atua para fortalecer a cooperação econômica, política e social entre os membros, e aumentar a influência na governança internacional.
O grupo busca ampliar a legitimidade, a equidade de participação e a eficiência de instituições globais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio (OMC). O bloco também tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento social e econômico sustentável e promover a inclusão social.
O grupo é composto pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, e ainda tem como países parceiros a Bielorrússia, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.
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