Publicado 21/09/2025 19:44
Rio - A manifestação contra a PEC da Blindagem, aprovada na Câmara na última semana, e à tentativa de anistia a envolvidos na trama golpista do 8 de janeiro, levou cerca de 41,8 mil pessoas à orla da praia de Copacabana, na Zona Sul, na tarde deste domingo (21). Os dados são do "Monitor do debate político", da Universidade de São Paulo (USP), e correspondem ao público reunido por volta das 16h, na altura do Posto 5.
PublicidadeSegundo a pesquisa, a margem de erro é de 12%, o que significa que o número pode variar entre 36,8 mil e 46,8 mil participantes no momento de pico. A estimativa foi obtida a partir de imagens aéreas analisadas com auxílio de software de inteligência artificial.
Na ocasião, o ato contou com a apresentação de diversos artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Ivan Lins, Lenine, Paulinho da Viola, Frejat, Maria Gadú e Marina Senna.
Ao longo dos shows, que aconteceram em cima de um trio elétrico, os cantores exaltavam frases como: "Salve o Brasil, salve a democracia, lutemos por ela sempre"; "Sem anistia e com democracia, esse é o Brasil". "Sem anistia e sem os bandidos do Congresso".
Além do Rio, protestos acontecem ao longo do dia em mais de 30 cidades pelo Brasil, mobilizados por movimentos ligados ao PT e ao PSOL. Em São Paulo, cerca de 42,3 mil manifestantes se reuniram na Avenida Paulista.
Além do Rio, protestos acontecem ao longo do dia em mais de 30 cidades pelo Brasil, mobilizados por movimentos ligados ao PT e ao PSOL. Em São Paulo, cerca de 42,3 mil manifestantes se reuniram na Avenida Paulista.
PEC da blindagem e anistia
Os atos mobilizados pela esquerda no país miram o Congresso, com críticas duras ao projeto da anistia a golpistas e à proposta de emenda à constituição que ganhou o apelido de PEC da Blindagem, por dificultar a responsabilização criminal de parlamentares.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (16), com adesão massiva do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e também de outros partidos de oposição ao governo Lula. O PT, por sua vez, liberou a bancada e teve 12 deputados votando a favor da proposta no primeiro turno. Dois deles mudaram de posição na segunda rodada.
O texto diz que deputados e senadores só poderão ser presos em caso de flagrante por crime inafiançável, amplia o foro privilegiado e ainda restringe processos criminais contra os parlamentares.
Ela segue para aprovação do Senado. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da proposta, sinalizou que se posicionará pela rejeição.
Ela segue para aprovação do Senado. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da proposta, sinalizou que se posicionará pela rejeição.
Já o projeto de anistia ainda segue na Câmara. Na última quarta-feira (17), a Câmara aprovou urgência do tema. Na quinta-feira (18), o presidente da Casa, Hugo Motta, oficializou Paulinho da Força como relator do projeto.
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