Publicado 23/09/2025 17:18 | Atualizado 23/09/2025 17:21
Rio - O dançarino Gugu Hawaiano, integrante do grupo Os Hawaianos, foi recebido pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj (CDDHC), na manhã desta terça-feira (23), depois de ter sido agredido e detido durante uma operação da Polícia Civil, na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste, na sexta-feira passada (19).
PublicidadeO artista denuncia ter sido brutalmente espancado por policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Gugu, que também é dono de um bar na Cidade de Deus, disse que recebeu socos no rosto, chutes nas costelas, foi ameaçado e teve de levar cinco pontos no rosto após a sessão de violência, feita na frente de sua família.
Segundo o dançarino, os agentes julgaram ele como criminoso apenas por ter o cabelo tingido de vermelho, visual que mantém desde os anos 2000 e que se tornou sua marca registrada. O grupo Os Hawaianos é referência do funk carioca, com sucessos que marcaram gerações e seguem movimentando bailes, rádios e plataformas digitais. Além das agressões, Gugu relata ainda estar sofrendo preconceito depois do episódio, já que os contratantes estão diminuindo o valor dos cachês do grupo.
"É um absurdo que um trabalhador da cultura tenha sido vítima de violência dessa gravidade, em plena luz do dia, diante da própria família e da comunidade. Essa operação aconteceu em horário escolar, quando havia crianças e famílias nas ruas, o que torna ainda mais urgente a apuração. O Ministério Público precisa exercer essa investigação, sobretudo à luz da ADPF 635, que estabelece parâmetros para evitar abusos e proteger vidas. Nossos encaminhamentos são fundamentais para garantir justiça e acolhimento, não apenas ao Gugu, mas a todos que sofrem com a truculência policial", afirmou a presidente da CDDHC, deputada Dani Monteiro (Psol).
A CDDHC informou que acompanhará o caso até que todas as providências sejam tomadas e os responsáveis devidamente responsabilizados, além de oficiar a Polícia Civil e o Ministério Público para a devida apuração do caso, solicitando ao MP que peça acesso às imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos na ação e encaminhe o episódio para controle de atividade policial.
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