Marli Macedo, de 60 anos, e Elison Nascimento, 33, morreram na PedreiraDivulgação
Publicado 27/10/2025 16:45 | Atualizado 27/10/2025 21:41
Rio - A semana começou marcada pela violência para os moradores do Complexo da Pedreira, na Zona Norte. Entre as vítimas fatais do confronto, que teve início na noite de domingo (26) e se estendeu até a madrugada de segunda-feira (27), envolvendo as facções Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), estão dois moradores da comunidade.
Publicidade
Marli Macedo dos Santos, de 60 anos
Marli foi mantida refém ao lado do irmão por traficantes do Comando Vermelho (CV). Segundo a Polícia Militar, Célio Santos da Silva invadiu a residência da vítima, na Estrada de Botafogo, para fugir de membros do Terceiro Comando Puro (TCP). Houve troca de tiros e Marli foi baleada na cabeça.
Agentes do 41º BPM (Irajá) foram ao local e negociaram a rendição e prisão do traficante. Marli chegou a ser socorrida e encaminhada para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste, mas não resistiu e morreu. O irmão da vítima não ficou ferido. 
Os sobrinhos da vítima estiveram no Instituto Médico Legal (IML) do Centro para liberação do corpo de Marli na tarde desta segunda-feira.
Elison Nascimento Vasconcelos, de 33 anos
O mototaxista Elison foi o segundo morador baleado e morto durante a guerra no Complexo da Pedreira. Ele foi atingido por um tiro no tórax, chegou a ser socorrido pelo próprio pai e levado ao Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, mas não resistiu. 
Em entrevista ao DIA, o pai de Elison, Edson Vasconcelos Brum, contou que o filho voltava de um evento e pagode e tinha acabado de deixar a namorada em casa quando acabou atingido. Elison trabalhava de carteira assinada e, nas horas vagas, complementava a renda como mototaxista em um aplicativo de transporte. Ele havia acabado de comprar a moto nova para trabalhar.
"Meu filho era morador da região desde os 2 anos de idade. Não tinha envolvimento com drogas nem com o tráfico. Gostava de tomar a cervejinha dele nos fins de semana, apenas. Agora arrancaram uma parte de mim da forma mais cruel e violenta possível", lamentou Edson, que foi o primeiro a ver o filho ferido. "Eu tive que pegar meu filho com um tiro no tórax e carregar o corpo", lembrou emocionado.
A família de Elison aguardava a chegada do rabecão da Defesa Civil para levá-lo para o Instituto Médico Legal (IML).
Não há informações sobre o horário e local do sepultamento das vítimas.
Além dos dois moradores, outros dois suspeitos também morreram no confronto e outros cinco estão presos. Dois fuzis também foram apreendidos. Os casos são investigados pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). 
Leia mais