Familiares de Marcus Vinicíus Cardoso Carvalho se emocionaram no Cemitério da CacuiaÉrica Martin / Agência O Dia
Publicado 29/10/2025 13:16
Rio - O velório do policial civil Marcus Vinicíus Cardoso Carvalho, conhecido como "Máskara", aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (29), no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, na Zona Norte. O agente, lotado na 53ª DP (Mesquita), morreu durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro.
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A cerimônia contou com a presença de familiares e colegas da corporação, com sepultamento marcado para 13h30. Marcus atuava na Polícia Civil há mais de 20 anos. Nas redes sociais, o delegado Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, destacou que "se solidariza com as famílias e amigos, compartilhando a dor dessa irreparável perda" e que "os ataques covardes de criminosos contra nossos agentes não ficarão impunes". Ele acrescentou que "a resposta está vindo, e à altura".
Além de Marcus Vinícius, outro agente da Civil perdeu a vida em meio aos confrontos. Rodrigo Velloso Cabral, lotado na 39ª DP (Pavuna), foi velado e sepultado nesta tarde no Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil, na Zona Norte.

Dois policiais militares, ambos sargentos do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), também foram vitimados na megaoperação. O velório de Heber Carvalho da Fonseca e Cleiton Serafim Gonçalves acontece nessa quinta-feira (30), a partir de 7h, na sede do próprio Bope, em Laranjeiras, na Zona Sul.
Heber será sepultado no Cemitério Jardim da Saudade de Sulacap, na Zona Oeste, às 11h. Já a despedida a Serafim está marcada para as 16h30, no Cemitério Municipal de Mendes, no Centro-Sul Fluminense.
A incursão ainda terminou com 117 suspeitos mortos e 113 presos, sendo 33 de outros estados, além de 10 adolescentes apreendidos. O governo do Rio diz que esta foi a maior ação integrada das forças de segurança dos últimos 15 anos. A Operação Contenção mobilizou mais de 2,5 mil policiais civis e militares. O objetivo foi capturar lideranças criminosas e conter a expansão territorial do Comando Vermelho.
Essa foi a operação mais letal da história do Rio. O número é mais que o dobro do registrado na operação do Jacarezinho, em maio de 2021, quando 28 pessoas foram mortas. Na manhã desta quarta-feira, moradores levaram mais de 60 corpos à Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais do Complexo da Penha.
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