Publicado 30/10/2025 10:45
Rio - Após a megaoperação mais letal da história do Brasil, que terminou com 121 mortes, incluindo a de quatro policiais, nos Complexos do Alemão e da Penha, o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, se manifestou sobre a ação e prestou solidariedade às famílias que perderam entes queridos.
“Nós, com profundo pesar, acompanhamos os trágicos acontecimentos desse dia, que tantas vidas foram ceifadas. A violência e o medo. Tem ferido o coração de nossa cidade e tirado a paz de muitos lares. Diante desta dolorosa realidade, como pastor desse povo de Deus, que aqui caminha, quero expressar minha dor por tanto sofrimento e reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos. A vida é dom sagrado de Deus e deve ser sempre defendida e preservada”, iniciou Dom Orani.
Em vídeo publicado nas redes sociais brasileiras do Vaticano, o cardeal seguiu, prestando solidariedade aos familiares das vítimas da ação. “Quero elevar minhas preces e minha profunda solidariedade às famílias que choram a perda de seus entes queridos. Que o Cristo, príncipe da paz, envolva cada coração ferido com a sua ternura, restaure a esperança e faça brotar, mesmo entre as lágrimas, a certeza de que o amor é mais forte do que a morte, que ele transforme a dor em fé e a saudade em semente de vida nova”, desejou.
No comunicado, Dom Orani afirmou que os sacerdotes de áreas próximas de onde ocorreu a operação prestam apoio às comunidades e às famílias que foram afetadas. O cardeal, então, fez um chamado aos fiéis para superar o ódio e a violência.
“Somos chamados como discípulos de Cristo a ser construtores da paz, e superar o ódio, a vingança e a indiferença que corroem o tecido social. Sabemos como temos dificuldades, é urgente que unamos nossas forças pela reconciliação, pelo respeito mútuo e, sobretudo, pela proteção da vida, pela promoção da justiça e pela construção de uma sociedade pacífica que promova a dignidade de cada pessoa, especialmente os mais pobres e vulneráveis”, afirmou.
O líder seguiu dizendo que, mesmo com a violência que aconteceu na última terça-feira (28), não deixa de acreditar que o amor é mais forte. Em seguida, ele pediu para que os fiéis fossem instrumentos de paz, recordando um trecho da canção “Senhor fazei de mim”.
“Não podemos alimentar o ódio nem responder com indiferença. O Rio de Janeiro nasceu com vocação para alegria e acolhida. Que com fé e perseverança possamos devolver à nossa cidade o brilho da paz e a força da fraternidade. Por isso, caríssimos amigos e irmãos, convido a todos a permanecerem firmes na oração e na construção da paz. Que nossas palavras e atitudes sejam sementes de reconciliação, que cada gesto de amor seja um passo rumo à cidade mais fraterna e justa”, seguiu.
“Que o Senhor da vida converta os nossos corações, cure as feridas, interceda por nossa cidade e nos faça instrumento da sua paz. Que Maria Rainha da Paz esteja junto de cada um de nós nessa cidade. Rezamos por nossas autoridades e por todas as famílias atingidas pela tragédia desse dia 28. Invoco sobre todos a bênção de Deus, sinal de esperança e consolo neste momento. Que a paz continue com todos”, finalizou.
Publicidade“Nós, com profundo pesar, acompanhamos os trágicos acontecimentos desse dia, que tantas vidas foram ceifadas. A violência e o medo. Tem ferido o coração de nossa cidade e tirado a paz de muitos lares. Diante desta dolorosa realidade, como pastor desse povo de Deus, que aqui caminha, quero expressar minha dor por tanto sofrimento e reafirmar que a vida e a dignidade humana são valores absolutos. A vida é dom sagrado de Deus e deve ser sempre defendida e preservada”, iniciou Dom Orani.
Em vídeo publicado nas redes sociais brasileiras do Vaticano, o cardeal seguiu, prestando solidariedade aos familiares das vítimas da ação. “Quero elevar minhas preces e minha profunda solidariedade às famílias que choram a perda de seus entes queridos. Que o Cristo, príncipe da paz, envolva cada coração ferido com a sua ternura, restaure a esperança e faça brotar, mesmo entre as lágrimas, a certeza de que o amor é mais forte do que a morte, que ele transforme a dor em fé e a saudade em semente de vida nova”, desejou.
No comunicado, Dom Orani afirmou que os sacerdotes de áreas próximas de onde ocorreu a operação prestam apoio às comunidades e às famílias que foram afetadas. O cardeal, então, fez um chamado aos fiéis para superar o ódio e a violência.
“Somos chamados como discípulos de Cristo a ser construtores da paz, e superar o ódio, a vingança e a indiferença que corroem o tecido social. Sabemos como temos dificuldades, é urgente que unamos nossas forças pela reconciliação, pelo respeito mútuo e, sobretudo, pela proteção da vida, pela promoção da justiça e pela construção de uma sociedade pacífica que promova a dignidade de cada pessoa, especialmente os mais pobres e vulneráveis”, afirmou.
O líder seguiu dizendo que, mesmo com a violência que aconteceu na última terça-feira (28), não deixa de acreditar que o amor é mais forte. Em seguida, ele pediu para que os fiéis fossem instrumentos de paz, recordando um trecho da canção “Senhor fazei de mim”.
“Não podemos alimentar o ódio nem responder com indiferença. O Rio de Janeiro nasceu com vocação para alegria e acolhida. Que com fé e perseverança possamos devolver à nossa cidade o brilho da paz e a força da fraternidade. Por isso, caríssimos amigos e irmãos, convido a todos a permanecerem firmes na oração e na construção da paz. Que nossas palavras e atitudes sejam sementes de reconciliação, que cada gesto de amor seja um passo rumo à cidade mais fraterna e justa”, seguiu.
“Que o Senhor da vida converta os nossos corações, cure as feridas, interceda por nossa cidade e nos faça instrumento da sua paz. Que Maria Rainha da Paz esteja junto de cada um de nós nessa cidade. Rezamos por nossas autoridades e por todas as famílias atingidas pela tragédia desse dia 28. Invoco sobre todos a bênção de Deus, sinal de esperança e consolo neste momento. Que a paz continue com todos”, finalizou.
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A operação
A megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha já registrou 121 mortos. A informação foi divulgada em coletiva na Cidade da Polícia, nesta quarta-feira (29). A ação já havia se tornado a mais letal do estado e, com os dados, virou a maior da história do Brasil. Segundo o balanço das forças de segurança, 58 pessoas morreram nesta terça-feira (28), dia da operação. Entre elas estavam 54 suspeitos e quatro policiais.
Nesta quarta, 63 corpos já foram encontrados em uma área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde aconteceram os principais confrontos entre as forças de segurança e traficantes. Moradores levaram todos os cadáveres até a Praça São Lucas, no Complexo da Penha. O número de óbitos oficiais ainda pode crescer, pois as buscas continuam na região.
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