Ministro da Saúde Alexandre Padilha visitou Hemorio, no Centro, nesta sexta-feiraReginaldo Pimenta/Agência O Dia
Publicado 28/11/2025 13:44
Rio - A Hemorrede pública passa a contar com mais de 600 novos equipamentos tecnológicos para aumentar a capacidade de produção de hemoderivados. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da entrega de aparelhos no Hemorio, no Centro do Rio, nesta sexta-feira (28), e anunciou que a modernização da rede nacional contou com um investimento de R$ 160 milhões. 
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De acordo com o ministro, a medida entregou 125 serviços de captação e processamento de sangue e mais de 600 equipamento, principalmente para armazenamento de plasma, como freezers com capacidade de atingir temperaturas de -80º C e -30ºC. A expectativa é consolidar a soberania sanitária nacional na produção de medicamento estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
No Hemorio, Padilha lembrou que o Brasil importava fatores derivados do plasma, até a criação da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), que produz medicamentos derivados do sangue ou obtidos por meio de engenharia genética para pacientes do SUS. Atualmente, a fábrica é maior produtora de hemoderivados da América Latina. 
"Com esse investimento que estamos fazendo hoje, aumenta em 30% a capacidade da Hemorrede brasileira em acondicionar com qualidade esse plasma e poder levar até a Hemobrás. Lá ele é processado em produtos tecnológicos mais importantes para salvar a vida de tantas pessoas", disse o ministro.
Além da entrega dos equipamentos, Padilha ainda participará de outras agendas no Rio nesta sexta-feira. Uma delas é a primeira reunião sobre a construção de uma fábrica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a produção de vacinas e medicamentos. O investimento de R$ 5 bilhões no projeto será realizado por parceria público-privada (PPP), por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a expectativa é de aumentar em 1% o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio de Janeiro. 
Em seguida, o titular da pasta da Saúde apresenta o balanço nacional do primeiro ciclo das carretas do programa do Agora Tem Especialistas, que realizou atendimentos nos municípios em unidades móveis do Governo Federal, no Complexo do Alemão, na Zona Norte. Por fim, ele estará no encerramento do Seminário Controle do Câncer no século XXI, realizado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), pelo Dia Nacional de Combate ao Câncer. 
Dose única contra dengue deve ter aplicação no início de 2026
Durante a agenda no Hemorio, Alexandre Padilha anunciou que a nova vacina contra a dengue pode começar a ser aplicada no início de 2026. Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) terminou a a avaliação técnica da Butantan-DV, de dose única. Segundo o ministro, os estudo demonstraram 70% redução de sintomas e 90% de diminuição de casos graves e não houve hospitalizados entre quem recebeu o imunizante. 
Na próxima semana, o Ministério da Saúde vai dar início às discussões sobre as orientações de distribuição e público-alvo. O Butantan já tem um milhão de doses prontas para aplicação, mas por não ter capacidade de produzir vacinas para todo o país, uma parceria com a empresa chinesa WuXi Vaccines vai fabricar 35 milhões de imunizantes ainda este ano.  
*Colaborou Reginaldo Pimenta
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