Publicado 08/12/2025 14:27 | Atualizado 08/12/2025 16:09
Rio - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, na tarde desta segunda-feira (8), o projeto de resolução que recomenda a soltura do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil). A decisão final será votada ainda hoje, a partir das 15h, no plenário. Para que a prisão seja relaxada, são necessários ao menos 36 votos favoráveis, entre os 69 deputados.
PublicidadeMais cedo, quatro deputados votaram a favor da libertação de Bacellar, preso desde quarta-feira passada (3), suspeito de repassar informações sigilosas sobre uma operação da Polícia Federal e orientar o então deputado TH Joias a destruir provas.
Os quatro votos seguiram o parecer do presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (União Brasil). Outros três parlamentares apresentaram votos defendendo a manutenção da prisão. Veja como foram os votos:
Votos a favor da soltura:
Rodrigo Amorim, presidente da CCJ
Fred Pacheco (PMN), vice-presidente da CCJ
Alexandre Knoploch (PL)
Chico Machado (Solidariedade)
Fred Pacheco (PMN), vice-presidente da CCJ
Alexandre Knoploch (PL)
Chico Machado (Solidariedade)
Votos contra a soltura:
Elika Takimoto (PT)
Carlos Minc (PSB)
Carlos Minc (PSB)
Já o deputado Luiz Paulo (PSD) pediu para que fossem criados dois projetos de resolução.
Entenda o que levou a prisão de Bacellar
Segundo as investigações da Polícia Federal, o presidente da Alerj é suspeito de ter vazado informações da operação contra uma quadrilha especializada no tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro. Os alvos eram Thiego Raimundo, um delegado da Polícia Federal, policiais militares, um ex-secretário municipal e estadual e liderança do CV no Complexo do Alemão, Zona Norte.
No pedido de prisão, a PF apresentou provas que apontam uma relação estreita entre o parlamentar e o ex-deputado TH Joias, preso por negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Em trocas de mensagens, TH se refere a Bacellar como '01' e inclui o telefone do deputado em uma lista de "comunicação urgente".
A PF destaca que TH inicia a conversa chamando Bacellar com "Fala, 01" e avisando que passaria a usar um novo número. O presidente da Alerj responde com uma figurinha, o que, segundo os investigadores, sugere que já sabia da troca. O diálogo aconteceu em 2 de setembro, um dia antes da operação policial contra TH.
Na mesma data, TH deixou o imóvel onde morava com a família e trocou de celular, passando a usar um número com DDD da Paraíba. No aparelho, também aparecia o nome do assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado como segundo contato de emergência.
Na mesma data, TH deixou o imóvel onde morava com a família e trocou de celular, passando a usar um número com DDD da Paraíba. No aparelho, também aparecia o nome do assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado como segundo contato de emergência.
O que diz a defesa de Bacellar
Em nota, a defesa de Bacellar negou que o parlamentar tenha atuado para obstruir investigações envolvendo facções criminosas. Refutou também as acusações de que vazou informações a potenciais alvos de operações, o que é usado para justificar a decretação de sua prisão preventiva. "Ele foi ouvido pela Polícia Federal e esclareceu tudo o que lhe foi perguntado", esclareceu os advogados do deputado no dia em que Bacellar foi detido.
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