Publicado 14/01/2026 14:38
Rio - Angústia e desespero. Esses são os sentimentos que tomam conta da família do motorista de aplicativo Carlos Gilberto Ferreira de Queiroz, de 30 anos, considerado desaparecido há três dias depois de aceitar uma corrida para Santa Cruz, na Zona Oeste. O carro da vítima foi encontrado carbonizado.
PublicidadeAo DIA, Carlos Alberto Júnior, de 53 anos, pai do motorista, contou que o filho pegou um passageiro em Campo Grande, também na Zona Oeste, na madrugada do domingo (11), e seguiu em direção ao Conjunto Liberdade, próximo à Avenida João XXIII. No período da tarde, ele parou de responder e de dar notícias.
"Acredito que ele foi entrar no João XXIII achando que deixaria o passageiro rapidamente. Ele não voltou mais. Eu estava no Mato Grosso do Sul. Quando soube da notícia, pedi a um amigo para ir onde estava dando o localizador do carro dele. Ele encontrou o veículo queimado. Vim dirigindo de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e desde então estamos procurando", disse.
Familiares e amigos montaram uma campanha nas redes sociais pedindo ajuda para localizar o motorista. Para o pai, toda movimentação é válida.
"Estamos alternando entre muito choro, muita desestabilidade emocional e sanidade. Tivemos uma crise de choro, eu e a minha mulher, abraçados juntos. Como tem muita especulação, a gente oscila em pensar ter acontecido uma tragédia ou que ele esteja muito machucado em um hospital, na beira do rio ou em uma casa de um morador. Se tivesse desconfiança de que ele estava envolvido com qualquer outra coisa além do trabalho, não teria essa mobilização toda de diversas pessoas. Acredito que alguma coisa vai acontecer se as pessoas continuarem solicitando informações pelas redes sociais", destacou.
Carlos tem um filho de 5 anos que ainda não sabe sobre o seu desaparecimento. Nas redes sociais, Jéssica Castro, ex-mulher do motorista e mãe do filho dele, revelou que a cada dia que passa a angústia aumenta.
"A gente só quer uma resposta. Durante o dia, fazemos de tudo. Quando chega a noite, bate o desespero de imaginar o que ele está vivendo. Na nossa fé, a gente ainda tem esperança que ele esteja vivo. Não é fácil, é um sentimento que não desejo para ninguém. Eu só queria que tivéssemos uma resposta. Todos os dias acordo sem saber o que falar para o meu filho. Enquanto a gente não tem uma certeza, não podemos desistir de procurar. Só peço que, quem puder ajudar de alguma forma, nos ajude seja da forma que for", comentou.
O caso é investigado pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). De acordo com a Polícia Civil, as diligências estão em andamento para encontrá-lo.
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