Bombeiros vão fazer vistoria em shoppings do estado do Rio após incêndio na TijucaArquivo/ Érica Martin/Agência O DIA
Publicado 16/01/2026 17:20
Rio - Depois do incêndio no Shopping Tijuca, na Zona Norte, que deixou dois funcionários mortos e outras três pessoas feridas, o Corpo de Bombeiros anunciou, nesta sexta-feira (16), que realizará vistorias técnicas em todos os shoppings do estado. A fiscalização vai analisar as condições de segurança contra incêndio e pânico, além de verificar o cumprimento da legislação vigente.
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Para estarem plenamente regularizados junto à corporação, os shoppings devem possuir o Certificado de Aprovação, documento que atesta o cumprimento de todas as medidas de segurança contra incêndio e pânico previstas no projeto aprovado com a emissão do Laudo de Exigências.

"É responsabilidade do proprietário ou de seu representante legal garantir a manutenção permanente das medidas de segurança contra incêndio e pânico, em estrita conformidade com a legislação vigente, bem como providenciar a renovação do certificado sempre que houver modificações arquitetônicas ou alterações no layout da edificação — situação recorrente nesse tipo de empreendimento, em razão da dinâmica da atividade", alertou o Corpo de Bombeiros.

O comunicado foi divulgado 14 dias após o incêndio no subsolo do Shopping Tijuca. Nesta sexta-feira (16), o centro comercial reabriu de forma gradual. O episódio, ocorrido no último dia 2, resultou nas mortes do chefe de segurança Anderson Aguiar, de 43 anos, e da brigadista Emellyn Silvia Aguiar Menezes, de 26. Pela manhã, ainda era possível sentir cheiro de fumaça na entrada e do lado de fora do estabelecimento.
Possíveis falhas operacionais acendem alerta
O incidente no Shopping Tijuca causou um "abalo estrutural" no piso do andar térreo, no trecho acima da Bell'Art, e a Defesa Civil Municipal interditou totalmente o subsolo do shopping. O caso é investigado pela 19ª DP (Tijuca).
Em depoimento, o diretor de operações da brigada afirmou que houve falha no alarme da loja e o sistema seria decisivo para comunicar ao setor de segurança sobre a presença de fumaça. Além disso, um supervisor da loja onde começou o fogo relatou que o hidrante do estabelecimento estava sem água, o que obrigou a equipe a acoplar a mangueira em um quiosque vizinho. Na oitiva, ele contou ainda que, mesmo após o alerta e a evacuação, os primeiros integrantes da segurança do shopping só chegaram cerca de sete minutos depois.
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