Turista também reproduziu sons do animal para ofender gerenteDivulgação / PCERJ
Publicado 18/01/2026 16:23
Presa por injúria racial em Ipanema, na Zona Sul, a turista argentina Agostina Páez, de 29 anos, ganhou as manchetes de seu país um dia após o crime. Ela foi detida por imitar um macaco para o funcionário de um bar e teve o passaporte apreendido. Além disso, ela foi indiciada e terá de usar tornozeleira eletrônica após decisão da Justiça. Ela está impedida de deixar o país de acordo com as autoridades.
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De acordo com informações da imprensa argentina, Agostina é advogada e filha de Mariano Páez, um empresário bem-sucedido do setor de transportes na Argentina e que ficou preso por um mês pelo crime de violência de gênero.
De acordo com informações do portal de notícias argentino 'Info del Estero', Mariano é acusado de ameaçar e agredir a ex-companheira, a advogada Estefanía Budan, em novembro passado. O motivo das agressões não foi esclarecido. O empresário foi posto em liberdade após obter um habeas corpus e atualmente usa tornozeleira eletrônica. Ele também cumpre medidas cautelares e não pode se aproximar da vítima e nem de pessoas próximas a ela.
Agostina, porém, entrou com um processo contra a vítima alegando que ela a expôs nas redes sociais juntamente com a irmã. O caso ainda corre na Justiça argentina.
Relembre o caso
Agostina Páez teve o passaporte apreendido neste sábado (17) e desde então passa a usar tornozeleira eletrônica. Ela está impedida de deixar o país.

O caso aconteceu na quarta-feira (14). À polícia, a vítima, um funcionário de um bar em Ipanema, relatou que a turista argentina apontou o dedo em sua direção e o chamou de “negro” de forma discriminatória por causa de uma confusão envolvendo o valor da conta. Ao deixar o bar, Agostina imita gestos de macaco e reproduz sons do animal. Agostina disse que reagiu daquela maneira depois de supostos gestos obscenos feitos por algumas pessoas que trabalham no bar, mas que se arrependeu posteriormente de seu comportamento.
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