Procissão levou a imagem de São Sebastião à Catedral MetropolitanaDivulgação / Arquidiocese do Rio
Publicado 20/01/2026 19:55
Rio - A tradicional procissão em homenagem a São Sebastião levou milhares de fiéis a saírem da Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, em direção à Catedral Metropolitana, no Centro, na tarde desta terça-feira (20). A imagem do padroeiro do cidade percorreu cerca de 5 km em meio à multidão que vestia camisetas vermelhas e brancas.
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Declarada patrimônio cultural do Rio de Janeiro em 2014, o cortejo contou com a presença do cardeal e arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, e do prefeito Eduardo Paes. Ainda antes do evento, os organizadores estimavam a participação de cerca de 200 mil fiéis. O grupo seguiu pelas ruas Haddock Lobo, Estácio de Sá, Frei Caneca, atravessou o Túnel Martim de Sá e seguiu pela Avenida Henrique Valadares, Praça da Cruz Vermelha e Rua da Relação até chegar na Avenida República do Chile, onde fica a Catedral Metropolitana.
Após a chegada da procissão, a Arquidiocese promoveu o Auto de São Sebastião, uma encenação gratuita com 15 artistas, entre atores, cantores e bailarinos. O espetáculo retrata episódios marcantes da vida e do martírio de São Sebastião, soldado romano que permaneceu fiel a Cristo durante as perseguições do imperador Diocleciano. A apresentação tem texto e direção de Luis Bernando Bruno, que também dirige o Auto da Paixão de Cristo nos Arcos da Lapa. Ao fim, Dom Orani Tempesta presidiu uma missa em honra ao padroeiro.
Ainda pela manhã, o Dia de São Sebastião começou com uma celebração na igreja, às 10h. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o vice, Eduardo Cavaliere, participaram da solenidade e subiram ao altar para lerem passagens. Dom Orani João Tempesta afirmou que São Sebastião é um exemplo de perseverança para os católicos e destacou que assim como o padroeiro, os cariocas devem renovar a fé na luta pela paz na cidade.
"São Sebastião é um grande exemplo de cristão que não desanimou com as perseguições. Que os cariocas, que têm desde o século XVI essa devoção, possam nunca desanimar com as flechadas da cidade, da pessoa, da sua família e estar sempre como São Sebastião, renovando a sua esperança. Nosso desejo é que a celebração de São Sebastião possa renovar, no coração dos cariocas e dos que vivem aqui, cada vez mais a esperança, a confiança e a luta por um mundo mais justo, mais humano, mais fraterno e pela paz nessa cidade", contou o cardeal.
No Brasil, 62 cidades são apadrinhadas por São Sebastião. A história conta que a tradição teve início em 1886, quando o frei Fidélis d'Ávila, um fervoroso devoto de Nossa Senhora de Lourdes, foi curado de uma grave enfermidade com água benta e mandou construir uma gruta dedicada à santa ao lado da então Igreja de São Sebastião, no Morro do Castelo, no Centro.
Devido à fé, os freis franciscanos capuchinhos passaram a dar a bênção sempre na primeira sexta-feira de cada mês. Com o passar dos anos, o número de fiéis foi aumentando, assim como a crença de se começar bem o ano abençoado. A partir da transferência da Igreja do Morro do Castelo para a Rua Haddock Lobo, na Tijuca, em 1931, a bênção passou a ser dada no Santuário Basílica de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, conhecida como Igreja dos Capuchinhos.
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