Leonardo Lobo, de 19 anos, era estudante de História da Uerj e integrava o 38º Pelotão da Torcida Jovem do FlamengoDivulgação
Publicado 04/02/2026 17:56 | Atualizado 04/02/2026 18:16
Rio - O Centro Acadêmico de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Cahis-Uerj) divulgou uma nota pedindo esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do estudante Leonardo Lobo, de 19 anos. O jovem foi morto a tiros de fuzil por PMs na noite de domingo (1º), em Vila Isabel, na Zona Norte.
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Segundo a corporação, Leonardo teria reagido a uma abordagem policial e tentado pegar a arma de um dos agentes. Uma câmera de segurança da rua registrou o momento em que o estudante entra em luta corporal com os policiais, mas o trecho que mostra o início da abordagem não se tornou público.
Veja o vídeo:

A Corregedoria Geral instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o fato. O caso também é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que analisa as imagens para compreender a dinâmica da ocorrência.

De acordo com o Cahis-Uerj, Leonardo estava prestes a iniciar o terceiro período do curso de História na instituição e era membro ativo da Comissão Organizadora da Calourada de 2026. Ele também integrava o 38º Pelotão da Torcida Jovem do Flamengo e retornava para casa após o jogo contra o Corinthians, pela Supercopa, quando foi abordado.

"Ele estava animado para receber os novos estudantes de História. Flamenguista apaixonado, era um jovem cheio de sonhos e ideais. Infelizmente, tornou-se mais um entre tantos jovens que têm suas vidas ceifadas pela violência do Estado. Desarmado, Leo foi morto por tiros de fuzil disparados à queima-roupa pela Polícia Militar durante uma abordagem", diz um trecho da nota do Centro Acadêmico.

O grupo também cobrou uma investigação rigorosa. "Não aceitaremos o silêncio. Exigimos esclarecimentos imediatos e a punição dos responsáveis. Transformaremos nosso luto em luta. Justiça por Leonardo Lobo!", afirma o comunicado.
Leia a nota na íntegra abaixo:

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