Publicado 04/02/2026 17:56
Rio – Antes de ser morta na porta de casa em meio a um tiroteio entre criminosos na comunidade das Malvinas, em Irajá, na Zona Norte, no último domingo (1º), a manicure Tatiany Brandão Cruz, de 41 anos, que atendia uma cliente quando foi atingida por uma bala perdida, vivia uma rotina de medo por causa da violência na região. Ela, inclusive, cogitava se mudar.
Publicidade“Ela sempre comentava que estava preocupada com essa tensão na comunidade. Dizia que sairia se tivesse oportunidade, como outras pessoas também. É muita tensão que a gente tem aqui”, relatou, à reportagem de O DIA, uma amiga de infância da manicure, que também reside nas Malvinas e preferiu não ter o nome divulgado por questões de segurança.
A comunidade é dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP) e teria sido invadida por traficantes do Comando Vermelho na ocasião em que Tatiany acabou atingida. A mulher relembrou os momentos de pânico ao lado da amiga durante os confrontos entre criminosos, que são recorrentes na localidade: “Quando aconteciam as coisas (tiroteios), a gente ficava agoniada, de um lado para o outro”.
Tatiany chegou a ser encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Irajá e, em seguida, ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu. O corpo dela foi sepultado na tarde desta terça-feira (3), no Cemitério de Irajá, na Zona Norte. A manicure deixa quatro filhos.
“Ela era muito família, uma boa mãe, boa filha. Uma ótima pessoa, boa de coração”, concluiu a amiga de Tatiany.
Outras vítimas
A troca de tiros entre criminosos no domingo deixou ainda dois feridos. Sebastião Gomes Valadão, de 72 anos, e João dos Santos, 71 anos, também foram levados para a UPA de Irajá. Depois, deram entrada no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), João recebeu alta no dia seguinte. Já Sebastião estava com quadro estável até esta terça.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado inicialmente na 23ª DP (Méier) e encaminhado, posteriormente, à 27ª DP (Vicente de Carvalho), que dá continuidade às investigações.
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