Publicado 06/02/2026 06:37
Rio - A turista argentina Agostina Paez, acusada de promover ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul, se pronunciou nas redes sociais após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta quinta-feira (5). Ela alega medo e desespero com a decisão.
Publicidade"Neste momento recebi uma notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o dia 1. Todos os meus direitos estão sendo violados. Estou desesperada, estou morrendo de medo e faço esse vídeo para que essa situação seja divulgada", explicou.
A decisão, proferida na 37ª Vara Criminal da Comarca da Capital, alega que a permanência de Paez em liberdade poderia intimidar testemunhas e vítimas e proporcionar seu retorno, de forma deliberada, à Argentina, o que "traria consequências desastrosas à busca da verdade real".
A decisão, proferida na 37ª Vara Criminal da Comarca da Capital, alega que a permanência de Paez em liberdade poderia intimidar testemunhas e vítimas e proporcionar seu retorno, de forma deliberada, à Argentina, o que "traria consequências desastrosas à busca da verdade real".
Até o momento, a estrangeira cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira, apreensão de passaporte e permanência obrigatória no Brasil.
Relembre o caso
De acordo com a Polícia Civil, Paez, que é advogada, estava com duas amigas em um bar, na Rua Vinícius de Moraes, quando discordou dos valores da conta e chamou, de maneira ofensiva e depreciativa, um funcionário do estabelecimento de “negro”. Mesmo ao ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de 'mono' ('macaco', em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.
Relembre o caso
De acordo com a Polícia Civil, Paez, que é advogada, estava com duas amigas em um bar, na Rua Vinícius de Moraes, quando discordou dos valores da conta e chamou, de maneira ofensiva e depreciativa, um funcionário do estabelecimento de “negro”. Mesmo ao ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de 'mono' ('macaco', em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.
As ofensas racistas continuaram mesmo após Paez deixar o estabelecimento. Na calçada em frente, a turista proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários
O crime de injúria racial prevê pena de prisão de dois a cinco anos.
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