Publicado 12/02/2026 00:04
Rio - O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) absolveu, na noite desta quarta-feira (11), os policiais militares Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal pela morte de Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste.
PublicidadeEles também foram absolvidos da condenação pela tentativa de homicídio de Marcos Vinícius de Souza Queiroz, amigo do adolescente que pilotava uma moto na hora do ocorrido. O júri popular teve início no dia 27 de janeiro, mas foi adiado e retomado na terça-feira (10). Diego Pereira Leal e Aslan Wagner estavam presos desde 2024.
A morte aconteceu em agosto de 2023, durante operação policial na Cidade de Deus. Thiago tinha 13 anos quando foi atingido por três tiros enquanto andava na garupa de uma motocicleta, na principal via de acesso à Cidade de Deus. Já Marcos Vinícius foi atingido na mão. Segundo testemunhas, Thiago não portava arma e não havia confronto no momento dos disparos.
De acordo com o Ministério Público, os denunciados estavam em um carro descaracterizado e atiraram contra as vítimas. Na terça-feira (10) foram ouvidos Marcos Vinícius e o pai dele, além da mãe de Thiago, Priscila Menezes Gomes de Souza. Priscila ressaltou que o adolescente não tinha uma arma no momento da ocorrência. "Eu não sabia. Eu não consigo ver verdade nessas fotos, em várias delas eu não acho que é o Thiago", frisou.
Durante os depoimentos, o amigo da vítima, que sobreviveu ao ataque, disse que nunca viu Thiago armado e que o adolescente não portava arma no dia em que foi morto.
De acordo com o Ministério Público, os denunciados estavam em um carro descaracterizado e atiraram contra as vítimas. Na terça-feira (10) foram ouvidos Marcos Vinícius e o pai dele, além da mãe de Thiago, Priscila Menezes Gomes de Souza. Priscila ressaltou que o adolescente não tinha uma arma no momento da ocorrência. "Eu não sabia. Eu não consigo ver verdade nessas fotos, em várias delas eu não acho que é o Thiago", frisou.
Durante os depoimentos, o amigo da vítima, que sobreviveu ao ataque, disse que nunca viu Thiago armado e que o adolescente não portava arma no dia em que foi morto.
O que alegaram os policiais
Em depoimento, os policiais militares relataram que havia uma operação para coibir um baile funk irregular e alegaram que estavam usando o carro de Roni, atendendo a um pedido de superiores para que operassem drones para monitorar a região e identificar a melhor estratégia para as equipes acessarem a área.
Após terminarem o trabalho com os drones, eles seguiram para encontrar com a equipe em um posto de combustíveis, com exceção de Roni, que estava à paisana e voltaria ao batalhão no próprio carro. Ainda segundo as oitivas, enquanto aguardavam no veículo particular, os PMs viram a motocicleta com as vítimas passar pelo estabelecimento, alegaram terem visto Thiago portando uma arma e passaram a seguir as vítimas, até o momento em que elas caíram com a moto.
Na sequência, Aslan Wagner teria descido do banco de trás e ido em direção aos jovens, no momento em que, segundo relatos dos réus, teriam sido efetuados disparos contra a equipe. Ele afirmou ter sido o primeiro a desembarcar e que deu ordem de parada para as vítimas, mas que Thiago teria atirado contra ele, que revidou com dois disparos, mas não soube dizer se foram esses os tiros que o atingiram.
Já Diego, que estava no banco do carona, afirmou que, ao ouvir os tiros, imediatamente saiu do carro e viu o adolescente atirando contra a equipe, disparando contra a vítima neste momento.
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