Publicado 23/02/2026 18:52
Rio - Moradores da Favela do Metrô, no Maracanã, Zona Norte, enfrentam dias de insegurança depois que um prédio desabou devido às fortes chuvas que atingiram o local no início do mês. Nesta segunda-feira (23), 21 dias depois da tragédia, as famílias afetadas ainda não sabem quando, ou se, serão realocadas.
PublicidadeA O DIA, Tácito Simões contou que, até o momento, recebeu apenas o benefício do aluguel social, no valor de R$ 400. Segundo ele, o auxílio foi pago poucos dias após a tragédia. “Fora isso, a gente não tem uma posição concreta da prefeitura se a gente vai ser realocado para o conjunto habitacional que está sendo construído na Visconde de Niterói ou não”, disse.
Ele, que mora com o marido, contou que sua mãe, que tinha uma casa no mesmo local, também foi afetada. “Minha mãe conseguiu alugar uma kitnet para ela, no Morro da Mangueira, e eu consegui uma em Benfica”, explicou.
Segundo Tácito, sua situação se agravou depois que ele foi demitido da empresa em que trabalhava. “Logo depois do desabamento, eu acredito que por estar afastado para resolver tudo o que estava acontecendo, eu fui dispensado, eu fui demitido”, contou.
Para ele, que descreveu como “pior da vida” a sensação de olhar para trás e ver tudo destruído, resta a esperança de que promessas sejam cumpridas. “Tinha uns quatro meses, mais ou menos, que eu tinha trabalhado o ano todo e juntado dinheiro para comprar mobília nova, geladeira nova, tudo novo dentro de casa. Em questão de três segundos, eu vi tudo no chão e eu não tinha mais nada, até minhas roupas”.
“Eu tentei recuperar algumas quando começou a limpeza do terreno, mas eles não tiveram o cuidado na hora de tirar os entulhos para ver se a gente conseguia recuperar algumas coisas. Eu só consegui recuperar umas cinco peças de roupa e a pasta de documento porque eu me enfiei em frente ao trator para pegar”, relatou.
De acordo com Tácito, o medo da tragédia é um dos sentimentos mais latentes. Segundo ele, cerca de oito famílias foram retiradas do local e mais outras ainda enfrentam a angústia de viver em um local condenado.
Ele, que mora com o marido, contou que sua mãe, que tinha uma casa no mesmo local, também foi afetada. “Minha mãe conseguiu alugar uma kitnet para ela, no Morro da Mangueira, e eu consegui uma em Benfica”, explicou.
Segundo Tácito, sua situação se agravou depois que ele foi demitido da empresa em que trabalhava. “Logo depois do desabamento, eu acredito que por estar afastado para resolver tudo o que estava acontecendo, eu fui dispensado, eu fui demitido”, contou.
Para ele, que descreveu como “pior da vida” a sensação de olhar para trás e ver tudo destruído, resta a esperança de que promessas sejam cumpridas. “Tinha uns quatro meses, mais ou menos, que eu tinha trabalhado o ano todo e juntado dinheiro para comprar mobília nova, geladeira nova, tudo novo dentro de casa. Em questão de três segundos, eu vi tudo no chão e eu não tinha mais nada, até minhas roupas”.
“Eu tentei recuperar algumas quando começou a limpeza do terreno, mas eles não tiveram o cuidado na hora de tirar os entulhos para ver se a gente conseguia recuperar algumas coisas. Eu só consegui recuperar umas cinco peças de roupa e a pasta de documento porque eu me enfiei em frente ao trator para pegar”, relatou.
De acordo com Tácito, o medo da tragédia é um dos sentimentos mais latentes. Segundo ele, cerca de oito famílias foram retiradas do local e mais outras ainda enfrentam a angústia de viver em um local condenado.
“Está sendo bem difícil. O tempo todo você tem medo. Começa a chover e vem tudo na cabeça, você acha que a qualquer momento a casa pode desabar, mesmo sabendo que você não está mais naquele local. Ainda é bem traumatizante, bem difícil. A gente espera realmente que, quando esses prédios do Minha Casa Minha Vida, na Visconde de Niterói ficarem prontos, sejamos realocados para um apartamento lá. Que a gente não fique só na promessa de boca, que eles fizeram na TV. Espero que a Secretaria de Habitação volte, dê alguma certeza, dê alguma documentação dando certeza que a gente vai ser realocado para esses apartamentos quando ficarem prontos. Que não sejamos esquecidos. Porque esse é o grande problema agora”, cobrou.
Para Beatriz Martins, outra moradora do local, a situação não é diferente. Até o momento, apenas o auxílio do aluguel foi pago, mas nenhuma garantia de moradia foi dada. Ela é irmã de Michele Martins, que perdeu a vida na tragédia.
Durante o desabamento, Michele e a filha, de 7 anos, ficaram presas nos escombros. A menina conseguiu ser socorrida, mas a mãe não resistiu e morreu no local. De acordo com Beatriz, tanto ela como o cunhado – pai da menina e viúvo de Michele –, conseguiram alugar uma kitnet por enquanto e não dependem de abrigos ou precisam morar em casa de parentes.
Procurada pela reportagem de O DIA, a Secretaria Municipal de Habitação não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestações.
Para Beatriz Martins, outra moradora do local, a situação não é diferente. Até o momento, apenas o auxílio do aluguel foi pago, mas nenhuma garantia de moradia foi dada. Ela é irmã de Michele Martins, que perdeu a vida na tragédia.
Durante o desabamento, Michele e a filha, de 7 anos, ficaram presas nos escombros. A menina conseguiu ser socorrida, mas a mãe não resistiu e morreu no local. De acordo com Beatriz, tanto ela como o cunhado – pai da menina e viúvo de Michele –, conseguiram alugar uma kitnet por enquanto e não dependem de abrigos ou precisam morar em casa de parentes.
Procurada pela reportagem de O DIA, a Secretaria Municipal de Habitação não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestações.
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