Publicado 23/02/2026 21:27
Rio – A audiência de instrução e julgamento do processo no qual Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam, é acusado de duas tentativas de homicídio, dentre outros crimes, foi remarcada para o próximo dia 30 de março, às 11h. A juíza Tula Corrêa de Mello, titular da 3ª Vara Criminal, acolheu a solicitação das defesas, que solicitaram o adiamento por causa da ausência de uma das vítimas, o delegado Moysés Santana Gomes.
PublicidadeNa decisão, a magistrada citou o artigo 400 do Código de Processo Penal, segundo o qual, “a oitiva das vítimas deverá preceder as demais testemunhas”. Além do cantor, também respondem no processo, William Matheus Vianna Rodrigues, Pablo Ricardo de Paula Silva e Victor Hugo Vieira dos Santos.
Réu pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, ameaça e danos ao patrimônio público, Oruam havia sido detido em julho de 2025, ao se entregar à Polícia Civil, tendo sua prisão revogada dois meses depois.
Ele vinha respondendo em liberdade até o início deste mês, quando teve a prisão preventiva novamente decretada por descumprimento de medidas cautelares.
O cantor, considerado foragido da Justiça atualmente, também já foi indiciado por tráfico de drogas, associação ao tráfico, dano ao patrimônio público, desacato, lesão corporal, ameaça e resistência qualificada. Além de ser denunciado por corrupção ativa e por dirigir de forma perigosa com a habilitação suspensa.
Relembre episódio que levou à prisão
De acordo com a Polícia Civil, o rapper atacou o delegado Moysés Santana Gomes e o oficial de cartório da Polícia Civil Alexandre Alves Ferraz ao tentar impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente, de 17 anos, que estava escondido em sua mansão, na noite do dia 21 de julho.
A corporação afirma que, no momento da prisão do adolescente, Oruam e mais oito pessoas surgiram na varanda, xingaram e atacaram os agentes com pedras, ferindo um dos policiais. Em seguida, eles desceram e continuaram proferindo insultos e ameaças contra a equipe.
Na ocasião, ele chegou a ser autuado em flagrante por desacato, resistência qualificada, lesão corporal, ameaça, dano e associação para o tráfico, mas fugiu do local e foi para o Complexo da Penha, na Zona Norte.
Em 22 de julho, a Justiça do Rio expediu um mandado de prisão contra ele. No mesmo dia, Oruam se entregou. Em seguida, deu entrada na Penitenciária Dr. Serrano Neves, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, onde ficou até setembro.
Oruam é filho de Marcinho VP, um dos chefes do Comando Vermelho (CV), preso desde 1996, e sobrinho de Elias Pereira da Silva, o "Elias Maluco", responsável pelo assassinato do jornalista Tim Lopes, em 2002.
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