Publicado 06/03/2026 19:27 | Atualizado 06/03/2026 21:28
Rio - Fábio de Oliveira Júniorfoi condenado a 22 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por homicídio qualificado. Ele responde pela morte a tiros de Bruno Alves da Silva durante uma briga num bar na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, em setembro de 2022. A sentença saiu nesta quinta-feira (5), no I Tribunal do Júri da Capital.
PublicidadeDe acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) na época, Fábio, conhecido como Sapo ou Sapinho, e um grupo de amigos estavam na área interna do estabelecimento, situado na Rua Olegário Maciel. Bruno, também chamado de Gêmeos ou Boy Play, se encontrava numa parte externa do bar acompanhado de outras pessoas. Por volta de 0h30, o criminoso e amigos foram na direção da vítima, em tom de discussão, dando início a uma confusão generalizada, com mesas e cadeiras sendo arremessadas.
Em meio à briga, Bruno acertou um soco em Fábio, que, após cair no chão, retornou com uma pistola semiautomática na mão, já atirando. Dos oito disparos efetuados, cinco aconteceram com a vítima já caída.
A companheira de Bruno, que estava abraçada a ele no momento, saiu ilesa. Após os tiros, Fábio se aproximou da mulher e gritou: "Fui eu que matei!".
Ainda segundo a DHC, o crime teria sido motivado por desentendimentos entre os dois sobre atividades ilícitas de estelionato envolvendo máquinas de cartões de crédito.
No julgamento, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) destacou que os disparos aconteceram quando o bar estava cheio de clientes, o que pôs em risco a vida de diversas pessoas, incluindo a companheira da vítima. Tal fato contribuiu para o aumento da pena.
A denúncia também ressaltou que Fábio dificultou as chances de defesa de Bruno, pois o atingiu cinco vezes quando ele já estava caído no chão.
Outros dois denunciados ainda irão a júri popular: o responsável por iniciar a discussão e incitar o crime; e o homem que pegou a arma e a entregou a Fabio.
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