Publicado 16/03/2026 12:13 | Atualizado 16/03/2026 12:56
Rio - A mulher diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), estuprada por um homem que a ofereceu carona, deixou o Rio de Janeiro com a família alegando falta de segurança. O crime ocorreu em fevereiro na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, e o suspeito foi preso no último dia 11.
PublicidadeNas redes sociais, o pai da vítima contou que a mudança aconteceu por "segurança própria". De acordo com o depoimento, divulgado nas redes sociais neste domingo (15), a humanidade está repleta de maldade.
"[Saímos] por segurança própria. Para nos proteger contra a maldade humana. Pelo ser humano ser muito podre e covarde, a gente é obrigado a sair da nossa casa, do nosso lar, para se proteger. Vê se pode uma coisa dessas? É o fim de toda a humanidade. A gente sofre uma agressão e precisamos mudar o nosso estilo de vida porque o agressor é irresponsável, malvado e cruel. É muito triste. O importante é que a gente luta contra essa desigualdade, maldade e crueldade humana. Vamos continuar lutando. Se desistir, o mal vai vencer sempre. A gente não vai permitir que isso aconteça, nunca", contou.
A própria mulher, de 29 anos, postou um vídeo no último dia 8, Dia Internacional da Mulher, contando sobre o caso. Ela ressaltou que não havia motivo para comemoração.
"Nesse dia 8 de março, o que temos a comemorar se o Brasil que vivemos é um país que machuca mulheres atípicas e típicas? Não vivemos em um país seguro. É muito difícil ser uma mulher atípica em um país que não é seguro para a gente. É muito sofrido e assustador. Espero muito que no futuro a gente viva em um país melhor e mais seguro, principalmente para nossas crianças e meninas autistas. Que não seja um lugar inseguro de se morar e de se viver. Que a gente possa não ter tanto medo", disse.
O crime aconteceu em fevereiro. Segundo a vítima, ela estava em um momento de vulnerabilidade, em um ponto de ônibus, indo para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, quando o suspeito falou que poderia levá-la até a unidade. A mulher usava um cordão para identificá-la com TEA.
Segundo o apurado, o abusador desviou o trajeto e a levou para a Praia da Reserva, onde cometeu o abuso. Depois de ser liberada, a vítima procurou atendimento médico e compareceu à Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá para relatar o abuso. Exames periciais constataram a conjunção carnal.
Policiais civis prenderam o suspeito no último dia 11 após identificar o carro utilizado no dia do estupro. O homem, que tinha cadastro como motorista de aplicativo, responderá pelo crime de estupro de vulnerável. Contra ele, os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva.
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