Bunker era usado para esconder criminosos e armazenar drogasDivulgação
Publicado 26/03/2026 13:34
Rio -  A Polícia Civil localizou, nesta quinta-feira (26), um bunker utilizado pelo tráfico em um casarão no Centro do Rio. O compartimento, protegido por uma porta com cerca de 350 quilos, funcionava como esconderijo de criminosos e depósito de drogas. Na ação, três homens foram presos em flagrante e uma grande quantidade de entorpecentes acabou apreendida.
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A operação ocorreu por meio de agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter), que, a partir de trabalho de inteligência, identificaram o imóvel utilizado por traficantes que atuam na região. No local, os policiais encontraram o compartimento instalado em um dos cômodos do casarão.

Com a chegada da equipe, os suspeitos — todos com anotações criminais — foram flagrados com drogas. Eles são apontados como responsáveis pela comercialização na área e vão responder por tráfico e associação para o tráfico.

De acordo com as investigações, os presos têm ligação com o Comando Vermelho e são apontados como comparsas dos líderes do grupo, o Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o "Abelha", e Anderson Venâncio Nobre de Souza, conhecido como "Piu" ou "Português". Ambos foram alvos da "Operação Colmeia", realizada no último dia 17 de março, na região da Lapa, que resultou na prisão de 17 traficantes.
Casarões usados como ponto de drogas
Segundo investigações, os casarões da Região Central têm sido usados por traficantes como ponto de venda de drogas a mando dos criminosos "Abelha" e "Piu".De acordo com o delegado Uriel Alcântara, da Polinter, os imóveis são usados pela facilidade de fuga.
"Até um tempo atrás, eles instalavam portas de aço como se fossem verdadeiras barricadas e ali dentro eles ficavam à vontade, sem a possibilidade que a polícia ingressasse de forma rápida e sempre com possibilidade de fuga pelos fundos (...) Conforme as ações da polícia vão avançando, eles vão criando pontos de venda de droga itinerantes e vão migrando de um lugar para outro e trocando de casarões em processos constantes", relatou.
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