Rodrigo Bacellar foi indiciado pela PF por ter beneficiado facçãoDivulgação
Publicado 28/03/2026 16:30
Rio - A Justiça Federal manteve a prisão do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. A decisão foi tomada em audiência de custódia, na manhã deste sábado (28), e o ex-parlamentar foi encaminhado ao Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A sessão analisou a legalidade da prisão, sem abranger os méritos do caso.
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Ainda na sexta-feira (27), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido de suspensão dos efeitos da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que terminou a cassação do mandato de Baceller e sua inelegibilidade. 
"Observo, em primeiro lugar, que o acórdão proferido pelo Tribunal Superior Eleitoral, ao qual se pretende suspender a eficácia por meio da presente tutela cautelar antecedente, ainda é passível de reexame pelo Plenário do TSE, de modo que não se encontram esgotadas as vias recursais cabíveis. Desta forma, é prematura a concretização do recurso extraordinário, haja vista a possibilidade de alteração do acórdão", explicou o magistrado em decisão que negou o pedido feito pela defesa do ex-deputado.
Ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar foi detido pela Polícia Federal em sua casa, em Teresópolis, na Região Serrana do estado, durante a Operação Unha e Carne III, realizada nesta sexta-feira. Além do mandado de prisão preventiva, os agentes também cumpriram uma busca e apreensão no imóvel.
Bacellar já havia sido preso em dezembro passado e responde pelo vazamento de informações sigilosas sobre uma operação contra o Comando Vermelho.
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