Publicado 01/04/2026 12:09 | Atualizado 01/04/2026 15:07
Rio - Emanoelle Farias, de 40 anos, e seu filho Francisco Farias de Antunes, de 9, atropelados enquanto estavam em uma bicicleta elétrica na Tijuca, na Zona Norte, foram sepultados no Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona Portuária, no início da tarde desta quarta-feira (1º). Em meio à despedida, familiares e amigos vivem um cenário de forte comoção, marcado por dor e revolta.
PublicidadeOs velórios aconteceram em capelas vizinhas. À imprensa, o policial militar Altanir Correia, primo de Emanoelle, lamentou a tragédia e ainda fez um alerta sobre a circulação desse tipo de veículo nas ruas.
"É o pior momento de todos os tempos para a nossa família. Ninguém quer perder uma mãe. Minha tia está perdendo uma filha e um neto ao mesmo tempo. Foi muito trágico… As imagens falam por si só. Que isso sirva de alerta para quem compra um veículo desses não achar que pode circular normalmente em qualquer lugar, como se fosse uma moto comum, autorizada para trânsito. Está sendo muito triste", disse.
Altanir frisou que o pai e a avó da criança estão muito abalados com a situação e voltou a pedir mais fiscalização no trânsito.
"Não é normal um pai perder um filho. E a gente conversou com ele, que está sendo solidário, porque eles eram separados. A gente está fortalecendo a minha tia também, que perdeu a filha e o neto. Queremos pedir também aos órgãos fiscalizadores de trânsito, para que no Rio de Janeiro volte a ser o que era antigamente, que a gente tenha noção total do que é uma cobrança de trânsito. Se não pode transitar, não transita. Se pode, tem que ser fiscalizado", afirmou.
"É o pior momento de todos os tempos para a nossa família. Ninguém quer perder uma mãe. Minha tia está perdendo uma filha e um neto ao mesmo tempo. Foi muito trágico… As imagens falam por si só. Que isso sirva de alerta para quem compra um veículo desses não achar que pode circular normalmente em qualquer lugar, como se fosse uma moto comum, autorizada para trânsito. Está sendo muito triste", disse.
Altanir frisou que o pai e a avó da criança estão muito abalados com a situação e voltou a pedir mais fiscalização no trânsito.
"Não é normal um pai perder um filho. E a gente conversou com ele, que está sendo solidário, porque eles eram separados. A gente está fortalecendo a minha tia também, que perdeu a filha e o neto. Queremos pedir também aos órgãos fiscalizadores de trânsito, para que no Rio de Janeiro volte a ser o que era antigamente, que a gente tenha noção total do que é uma cobrança de trânsito. Se não pode transitar, não transita. Se pode, tem que ser fiscalizado", afirmou.
O familiar descreveu Emanoelle como uma ótima filha, prima, mãe, guerreira e trabalhadora. "Ela estava feliz pra caramba porque agora ela estava vendendo pudim, ela era ótima em culinária também. É o que ela gostava de fazer e estava conseguindo fazer um bom rendimento para ela e para o filho. Ela morava sozinha com ele, tinha uma questão da guarda compartilhada com o pai”, contou.
Altanir também teceu elogios a Francisco. "Aquele moleque era alegre, extrovertido, fazia luta, futebol. Uma criança superalegre. Uma luz que se apagou e que vai ser difícil esquecer. Não vamos esquecer nunca, nem ela, nem ele", acrescentou.
"A memória continua"
Após o sepultamento, o humorista Vinicius Cacofonias, pai de Francisco, agradeceu o apoio das pessoas que o ajudaram depois da tragédia. Ele contou que soube da morte do filho por notícias nas redes sociais.
"Fiz de tudo pelo meu filho. Neste momento, só não é a tristeza mais absurda ainda porque sei que eu vivi intensamente. Não existe nenhuma lacuna no nosso relacionamento. Pais, amem seus filhos. Tudo que eu queria agora é estar com meu filho. Digam 'te amo', estejam com eles, participem da vida de seus filhos. A gente precisa amar nossos filhos e que eles amam os pais. Eu fui muito feliz nesses 10 anos. Por isso vem a tristeza agora", comentou.
O humorista ainda pediu mais segurança no Rio. "Espero que as pessoas vejam isso e punem, se tiver quem punir. Espero mais estrutura no Rio. É uma cidade que a gente sobrevive. Que a gente tenha mais segurança no trânsito e na segurança pública", destacou.
Finalizando, Vinicius contou que seguirá lutando por melhoras no tratamento de crianças de diabete tipo 1. "Chico era maravilhoso. Ele amava o Pedro II, ver série comigo, gostava de brincar e adorava o Vasco. Foi uma criança incrível, muito amado, queria que durasse tudo muito mais. Meu filho, há muito tempo sofreu com diabetes, foi uma vida muito turbulenta. Quero agradecer ao Pedro II, que teve estrutura de receber o meu filho. Muitas crianças não conseguem estudar direito porque não tem essas sensibilidades. Frequentar educação é um direito. O Chico faleceu, mas a memória continua", completou.
Manifestação no local do acidente
Um grupo de ciclistas, que esteve presente no sepultamento, marcou uma manifestação para às 21h30 desta quarta-feira (1º), no cruzamento da Rua Conde de Bonfim com a Rua Pinto de Figueiredo, onde ocorreu o acidente.
No asfalto foram desenhadas duas cruzes e a data do acidente, dia 30 de março. Além disso, o pedido "Queremos ciclovia" foi pintado alguns metros antes na Rua Conde Bonfim. No momento em que a equipe do DIA esteve no local, diversos ciclistas transitaram.
Entenda o caso
Chico, como o garoto também era conhecido, e Emanoelle morreram em um acidente no cruzamento da Rua Conde de Bonfim com a Rua Pinto de Figueiredo, na Tijuca, na manhã desta segunda (30). Os dois estavam em um bicicleta elétrica e teriam se desequilibrado ao serem atingidos por um ônibus da Linha 606 (Engenho de Dentro x Gentileza).
O Corpo de Bombeiros informou que equipes do quartel de Vila Isabel receberam acionamento e encontraram Emanoelle já morta. O menino foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital do Andaraí, mas já chegou à unidade sem vida.
O menino era filho do humorista e roteirista Vinicius Cacofonias e ficou conhecido pelo público ao participar de conteúdos ao lado do pai, demonstrando espontaneidade, carisma e desenvoltura diante das câmeras. A relação entre os dois era um dos principais destaques dos vídeos, que conquistavam os seguidores.
Descrito por pessoas próximas como uma criança criativa e comunicativa, Chico também compartilhava com o pai a paixão pelo Vasco da Gama, frequentemente retratada nas publicações. A morte da criança gerou grande comoção na internet, incluindo mensagens de apoio de nomes conhecidos do humor nas redes.
A criança também era aluna do Colégio Pedro II, que suspendeu as aulas do 4º ano do turno da tarde em sinal de luto após a confirmação da morte. Em nota, a instituição lamentou a perda do estudante e de sua mãe.
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