Piloto Adonis de Oliveira em setembro de 2021, após sequestro Arquivo/Agência O Dia
Publicado 03/04/2026 16:24 | Atualizado 03/04/2026 17:01
Rio - O piloto e policial civil Adonis de Oliveira, que caiu com um helicóptero no mar da praia da Barra da Tijuca, na manhã desta sexta-feira (3), já se envolveu em outra ocorrência marcante. Em setembro de 2021, ele foi sequestrado por criminosos que o obrigaram a voar até o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, para tentar facilitar a fuga de presos da unidade.
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Na ocasião, Adonis, piloto da Polícia Civil desde 1988, foi acionado para realizar um voo com saída da Lagoa Rodrigo de Freitas, mas desconfiou dos passageiros ainda durante o trajeto. Rendendo-o com uma arma, os criminosos ordenaram que seguisse até o complexo penitenciário, localizado ao lado do 14º BPM (Bangu).

Ao sobrevoar o batalhão, o piloto realizou uma manobra para simular uma queda. Simultaneamente, segundo agentes, ele entrou em luta corporal com os dois criminosos que, diante da iminência de queda da aeronave, permitiram que ele retomasse o controle do helicóptero. Em seguida, Adonis voou até Niterói, enquanto os suspeitos fugiram para uma área de mata.

De acordo com o piloto, a dupla portava inicialmente apenas uma pistola, mas, durante o voo, abriu uma mala onde estavam escondidos dois fuzis. Para impedir qualquer comunicação, os criminosos retiraram seu fone de ouvido, fazendo com que ele perdesse contato com a torre de controle desde o início da ação.

Queda na Barra da Tijuca

No acidente desta sexta-feira, Adonis pilotava uma aeronave modelo Robinson 44, que caiu no mar da praia da Barra da Tijuca, entre os postos 3 e 4, próximo à faixa de areia, na altura do condomínio Vivendas da Barra.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra os três ocupantes, o piloto e dois turistas canadenses, deixando a aeronave conscientes após a queda.
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