41º BPM era usado por sargentos como depósito de armas desviadasReprodução/Google Maps
Publicado 07/04/2026 16:36 | Atualizado 07/04/2026 18:19
Rio - Os sargentos da Polícia Militar presos por vender armas e drogas a organizações criminosas escondiam o material desviado em armários dentro do 41º BPM (Irajá). Segundo denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), diálogos entre os agentes Ricardo da Silva Ferreira e Thiago Corrêa da Costa permitiram identificar o modus operandi da quadrilha que, diante da sensação de impunidade, usavam as dependências do próprio batalhão como base para acautelar as armas desviadas nas ocorrências.
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Em um dos trechos da conversa, Ricardo chega a reclamar de que apenas uma arma foi apreendida e desviada em uma ocorrência no Parque Esperança, em Anchieta. Em outro diálogo, Thiago pergunta: "O que você acha melhor? Deixar no meu armário?", diz se referindo a arma roubada. O comparsa responde: "Deixa na P2, melhor". Essa troca de mensagens aconteceu em 5 de outubro de 2025.
Confira:
Troca de mensagens entre policiais militares denunciam esquema criminoso  - Reprodução/MPRJ
Troca de mensagens entre policiais militares denunciam esquema criminoso Reprodução/MPRJ


Ainda segundo a denúncia, as conversasconfirmaram não apenas o desvio de armamentos, mas também que Thiago foi acionado por Ricardo para participar de um crime planejado pelo policial Raphael Nascimento Ribeiro, que também foi preso nesta terça-feira (7). Ele atuava no 14º BPM (Bangu).
De acordo com o MPRJ, Thiago, atualmente lotado no 18º BPM (Jacarepaguá), apreendia armas em operações do 41º BPM (Irajá) e as repassava a Ricardo sem o conhecimento das autoridades responsáveis.

Além dos mandados de prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos sargentos. Foram apreendidos drogas, munições, dinheiro e um caderno.
Por meio de nota, a PM informou que os sargentos foram encaminhados à unidade prisional da corporação. "O comando da Polícia Militar reitera que não compactua com desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos", ressaltou.
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