Publicado 08/04/2026 18:36 | Atualizado 08/04/2026 18:52
Rio - Rodrigo Silva das Neves, Pedro Emanuel D'Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D'Onofre Andrade Silva Cordeiro, acusados pela morte de Fernando de Miranda Iggnacio, serão levados a júri popular nesta quinta-feira (9). O assassinato do contraventor foi um dos casos de maior repercussão ligados à disputa pelo controle do jogo do bicho no estado do Rio de Janeiro. Ele acabou sendo executado em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto, no Recreio dos Bandeirantes.
PublicidadeOs réus são acusados de terem praticado os atos de execução do homicídio a mando de Rogério de Andrade. A sessão está prevista para começar às 11h, no auditório do 1º Tribunal do Júri. A expectativa é de que o julgamento dos executores se estenda por mais de um dia.
No processo que apura a conduta de Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa, denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), as testemunhas arroladas pelas partes já foram ouvidas, estando o caso em fase de diligências.
De acordo com as investigações do MPRJ, o crime está inserido em uma longa e violenta disputa entre grupos rivais do jogo do bicho. A vítima, Fernando Iggnacio, e o apontado mandante, Rogério de Andrade, eram, respectivamente, genro e sobrinho do contraventor Castor de Andrade, considerado o principal nome da história da contravenção no Rio.
Por sua vez, Gilmar Eneas Lisboa teve papel fundamental na execução, sendo responsável por monitorar a rotina da vítima na cidade de Angra dos Reis até o momento do crime, mantendo a interlocução com Marcio Araújo de Souza, comandante-geral da segurança de Rogério de Andrade.
O caso teve reviravoltas ao longo da investigação. Em março de 2021, o MPRJ chegou a denunciar Rogério de Andrade pelo mesmo homicídio, mas, em fevereiro de 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o trancamento da ação penal por insuficiência de provas quanto à sua participação como mandante.
A partir de um novo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o GAECO/MPRJ reuniu novos elementos que apontam não apenas para a dinâmica da execução, mas também para a escalada de violência decorrente da disputa entre os grupos criminosos, resultando na denúncia contra o mandante, Rogério de Andrade, e contra Gilmar Eneas.
No processo que apura a conduta de Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa, denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), as testemunhas arroladas pelas partes já foram ouvidas, estando o caso em fase de diligências.
De acordo com as investigações do MPRJ, o crime está inserido em uma longa e violenta disputa entre grupos rivais do jogo do bicho. A vítima, Fernando Iggnacio, e o apontado mandante, Rogério de Andrade, eram, respectivamente, genro e sobrinho do contraventor Castor de Andrade, considerado o principal nome da história da contravenção no Rio.
Por sua vez, Gilmar Eneas Lisboa teve papel fundamental na execução, sendo responsável por monitorar a rotina da vítima na cidade de Angra dos Reis até o momento do crime, mantendo a interlocução com Marcio Araújo de Souza, comandante-geral da segurança de Rogério de Andrade.
O caso teve reviravoltas ao longo da investigação. Em março de 2021, o MPRJ chegou a denunciar Rogério de Andrade pelo mesmo homicídio, mas, em fevereiro de 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o trancamento da ação penal por insuficiência de provas quanto à sua participação como mandante.
A partir de um novo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o GAECO/MPRJ reuniu novos elementos que apontam não apenas para a dinâmica da execução, mas também para a escalada de violência decorrente da disputa entre os grupos criminosos, resultando na denúncia contra o mandante, Rogério de Andrade, e contra Gilmar Eneas.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.