Publicado 14/04/2026 10:19 | Atualizado 14/04/2026 10:51
Rio - O Velódromo Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, foi reaberto parcialmente nesta terça-feira (14). O espaço estava interditado pela Defesa Civil desde quarta-feira (8), quando um incêndio de grandes proporções atingiu uma sala e se alastrou para o teto.
PublicidadePara evitar prejuízos aos cerca de 5 mil alunos atendidos, as modalidades foram redistribuídas de forma temporária entre diferentes áreas do Parque Olímpico. O coordenador especial do Legado Olímpico, Carlos Eduardo Petra, explicou ao DIA que, além das salas internas no térreo do Velódromo, liberadas pela Defesa Civil, as aulas passam a acontecer também na Arena de Tênis, no Parque Rita Lee, e no Ginásio Educacional Olímpico (GEO) Isabel Salgado. Outras áreas, como o Rio Museu Olímpico, seguem interditadas.
"A tragédia afetou mais a cobertura e a Defesa Civil interditou parcialmente. A parte do térreo, onde funciona a maior parte das nossas atividades, está retornando e as pessoas estão muito satisfeitas. As imagens foram fortes, mas dá para ver que a área de dentro foi bem preservada. Não deu para comportar todos, principalmente os esportes coletivos, que precisaram ser remanejados para o Parque Rita Lee e o GEO Isabel Salgado", informou Petra.
Na Arena de Tênis, são realizadas as aulas de alongamento, funcional, kickboxing, patinação, ritbox, taekwondo e vôlei (turmas de terça e quinta). O Parque Rita Lee recebe as atividades de basquete, futsal (turmas de terça e quinta, além da turma de quarta e sexta às 14h), handebol, hóquei e vôlei (turmas de quarta e sexta). O GEO Isabel Salgado oferta as aulas de badminton, futsal (turmas de quarta e sexta), ginástica rítmica, tênis de mesa e vôlei (algumas turmas de quarta e sexta).
As demais modalidades continuam nas salas internas do Velódromo. Entre elas estão atividade circense, balé, beach tennis, corrida e caminhada, dança, esgrima, futebol de botão, halterofilismo, jazz, jiu-jitsu, karatê, levantamento de peso olímpico, muay thai, pilates, skate e zumba. As aulas de musculação, ginástica artística e tecido acrobático ainda aguardam definição.
A analista jurídica Nayara Siqueira, de 32 anos, leva seus filhos Mateus e Arthur para aulas de jiu-jitsu e muay thai. Ela celebrou a volta das crianças para atividades físicas.
"Ficamos com medo de ter afetado muitas coisas além do que foi afetado. Graças a Deus, ninguém ficou ferido e já voltou a funcionar. A parte das atividades físicas estão funcionando. Isso é importante, porque as crianças fazem exercício aqui, assim como eu", comentou.
A filha de Adriana Roza retomou as aulas de balé nesta terça-feira. A autônoma de 37 anos contou que ainda sente cheiro de queimado, mas o funcionamento está normalizado.
"Ainda não falaram sobre a reposição, mas a professora de balé da minha filha informou que as aulas voltariam hoje. O espaço onde ela faz balé não foi prejudicado, está tudo certo. Eu achei que demoraria muito mais tempo para voltar a funcionar, mas foi rápido. Ainda está com um pouco de cheiro de queimado, mas está tudo certo", pontuou.
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