Advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, que representa MC Poze do RodoÉrica Martin / Agência O Dia
Publicado 15/04/2026 15:00 | Atualizado 15/04/2026 15:01
Rio - A defesa do Marlon Brendon Coelho Couto Silva, o MC Poze do Rodo, esteve na sede da Polícia Federal do Rio de Janeiro, no Centro da cidade, para conversar com o cantor preso na manhã desta quarta-feira (15). O advogado Fernando Henrique Cardoso Neves contou que o artista se mostrou surpreso pelo mandado de prisão temporária expedido pela Justiça de São Paulo.
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"A abordagem foi dentro da legalidade. Ele se mostrou surpreso, evidentemente, porque não cometeu nenhum tipo de ilicitude, mas a gente precisa ter acesso aos autos para entender exatamente quais são as circunstâncias da prisão e prestar esclarecimentos à Justiça", explicou o advogado, que acompanhou a família do MC na sede da Polícia Federal.
Poze foi preso em sua casa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, durante uma megaoperação da Polícia Federal. A Operação Narco Fluxo mira uma associação criminosa voltada à movimentação financeira ilícita, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior.
As investigações da Polícia Federal de São Paulo apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
Ainda de acordo com Fernando Henrique, Poze não prestou depoimento porque ainda não sabe as informações que levaram à expedição do mandado de prisão temporária. O advogado afirmou que provavelmente pedirá habeas corpus para o artista e disse que desconhece a relação do cliente com MC Ryan SP, outro cantor preso na mesma operação.
"Ele foi trazido para a sede da Polícia Federal, será levado para Benfica, onde haverá uma audiência de custódia. Assim que tivermos acessos aos autos, vamos entender exatamente o fundamento e o motivo da prisão, então levaremos à Justiça todos os esclarecimentos para poder restabelecer a liberdade dele. Ele não prestou depoimento porque a gente nem sabe do que se trata. Nem os policiais que cumpriram o mandado de prisão sabem do que se trata. É uma investigação da Polícia Federal de São Paulo, então os policiais do Rio deram cumprimento à diligência sem saber o conteúdo delas", ressaltou.
Mais de 200 policiais federais cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Durante a ação, os policiais apreenderam veículos, armas, dinheiro, documentos, equipamentos eletrônicos e itens pessoais, como um relógio.
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