Publicado 17/04/2026 11:16
Rio - Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves, um dos presos na operação contra uma organização envolvida em golpes financeiros por meio de esquema de pirâmide, ostentava viagens internacionais nas redes sociais desde 2021. De acordo com o delegado Marcos André Buss, a quadrilha lesou centenas de vítimas com falsas promessas de investimentos de alta rentabilidade, causando um prejuízo superior a R$ 7 milhões.
PublicidadeO jovem foi detido em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, na Região Metropolitana. Na internet, ele se diz agente autônomo de investimento e oferece consultorias gratuitas. Em algumas publicações, ele também promete aumentar o patrimônio dos investidores.
"Nosso objetivo é revolucionar o mercado financeiro, quebrando todas as barreiras para fazer o seu patrimônio crescer e te ajudar a cuidar bem do seu dinheiro", afirmou em uma postagem.
"Nascemos para romper as barreiras entre você e o mercado financeiro. Invista no que te faz avançar!", afirmou em outro.
"Nascemos para romper as barreiras entre você e o mercado financeiro. Invista no que te faz avançar!", afirmou em outro.
Dentre as viagens, Igor passou por Paris, Londres, Barcelona, Espanha, e entre outros. O perfil dele nas redes é fechado. Após a prisão, ele foi levado à Cidade da Polícia, no Jacarezinho.
Entenda o esquema
Segundo investigações da Delegacia de Defraudações (DDEF), o grupo atua desde, pelo menos, 2020, utilizando empresas de fachada para captar recursos, simulando operações lícitas no mercado financeiro.
O esquema funcionava no modelo conhecido como "pirâmide financeira", no qual os rendimentos pagos aos primeiros investidores eram provenientes dos valores investidos por novos participantes.
De acordo com o delegado Marcos André Buss, responsável pela investigação, todos os suspeitos já foram denunciados por crimes contra a economia popular, estelionato e por integrar a organização criminosa.
"Essas pessoas estão operando um esquema de pirâmide. Elas oferecem no mercado a possibilidade de investimento de alta rentabilidade, sem risco, com ganhos superiores aos praticados. Então, as pessoas são atraídas para esse tipo de proposta, mas é importante que saibam que não há, na verdade, produção. Esse investimento não gera lucro. Na prática, a remuneração das vítimas é feita com o dinheiro de novas vítimas", reforçou.
O delegado esclareceu que, a partir do momento em que o grupo não consegue pagar os investidores, o esquema desmorona.
O esquema funcionava no modelo conhecido como "pirâmide financeira", no qual os rendimentos pagos aos primeiros investidores eram provenientes dos valores investidos por novos participantes.
De acordo com o delegado Marcos André Buss, responsável pela investigação, todos os suspeitos já foram denunciados por crimes contra a economia popular, estelionato e por integrar a organização criminosa.
"Essas pessoas estão operando um esquema de pirâmide. Elas oferecem no mercado a possibilidade de investimento de alta rentabilidade, sem risco, com ganhos superiores aos praticados. Então, as pessoas são atraídas para esse tipo de proposta, mas é importante que saibam que não há, na verdade, produção. Esse investimento não gera lucro. Na prática, a remuneração das vítimas é feita com o dinheiro de novas vítimas", reforçou.
O delegado esclareceu que, a partir do momento em que o grupo não consegue pagar os investidores, o esquema desmorona.
"Os operadores pegam todo o dinheiro que conseguiram com o esquema criminoso e, na verdade, somem. Nós vamos continuar no encalço dessas pessoas, porque a nossa missão agora é localizá-las e prendê-las. Temos notícias de que foram ajuizadas cerca de 165 ações cíveis por vítimas que pretendem reaver os valores investidos. Há histórias tristes, de pessoas que perderam R$ 1,5 milhão, de outras que contraíram empréstimos consignados para investir e acabaram ficando com a dívida”, explicou.
Marcos destacou que os prejuízos podem ultrapassar R$ 7,5 milhões. "Essa é uma estimativa muito baixa, feita apenas com base nessas ações cíveis. Na verdade, temos informações seguras de que esse esquema criminoso movimentou mais de R$ 50 milhões. A proposta é muito tentadora, porque eles prometem rendimentos acima do mercado. Então, as pessoas acreditam que vão conseguir fazer dinheiro com dinheiro", disse.
Por fim, o delegado alertou para que a população redobre a atenção diante de propostas desse tipo. "É muito importante que as pessoas se certifiquem de quem está operando, se essas pessoas têm registro na Comissão de Valores Mobiliários e qual é o objeto do investimento, para que possam investir de forma segura. Dificilmente haverá um investimento de baixo risco com rendimento muito alto. Só isso já é suficiente para desconfiar e verificar se o investimento é legítimo."
Marcos destacou que os prejuízos podem ultrapassar R$ 7,5 milhões. "Essa é uma estimativa muito baixa, feita apenas com base nessas ações cíveis. Na verdade, temos informações seguras de que esse esquema criminoso movimentou mais de R$ 50 milhões. A proposta é muito tentadora, porque eles prometem rendimentos acima do mercado. Então, as pessoas acreditam que vão conseguir fazer dinheiro com dinheiro", disse.
Por fim, o delegado alertou para que a população redobre a atenção diante de propostas desse tipo. "É muito importante que as pessoas se certifiquem de quem está operando, se essas pessoas têm registro na Comissão de Valores Mobiliários e qual é o objeto do investimento, para que possam investir de forma segura. Dificilmente haverá um investimento de baixo risco com rendimento muito alto. Só isso já é suficiente para desconfiar e verificar se o investimento é legítimo."
Além de Igor, os agentes também cumpriram um mandado de prisão contra Luiz Gustavo de Oliveira Fernandes, parceiro no golpe, que já estava detido em Bangu desde 2022.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
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