Publicado 21/04/2026 13:46 | Atualizado 21/04/2026 14:03
Rio – A estação de BRT de Magalhães Bastos, na Zona Oeste, que pegou fogo na noite desta segunda-feira (20), deve reabrir em cinco dias. Equipes da Mobi-Rio, empresa pública responsável pelo sistema, já trabalhavam no local na manhã desta terça (21), como registrado pela equipe do DIA.
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Ainda de acordo com a Mobi-Rio, não houve feridos ou danos estruturais. As chamas, controladas pelo Corpo de Bombeiros em pouco mais de uma hora, teriam começado devido a um curto-circuito no ar-condicionado da bilheteria da estação, que integra o corredor Transolímpica. A reportagem tenta contato com a Polícia Civil para apurar se uma perícia já foi feita no terminal.
Durante o período de interdição, os usuários dos serviços 51 Deodoro x Recreio e 52 Deodoro x Alvorada têm como opções embarcar e desembarcar nas estações Vila Militar ou Padre João Cribbin. Para quem chega de trem, a recomendação é pelo uso da estação Vila Militar.
Transtornos
Embora o dia seguinte ao incêndio tenha sido um feriado, muitos trabalhadores, como de costume, recorreram à estação de BRT Magalhães Bastos como integração ao saírem do terminal de trem do bairro. E reclamaram que a informação sobre usar a estação ferroviária da Vila Militar como alternativa chegou tarde, somente depois de terem enfrentado transtornos por falta de orientação.
“Se o BRT tivesse avisado o pessoal do trem, eles teriam falado para a gente não sair da estação. Agora, não tenho dinheiro para chamar um carro de aplicativo, e aqui não é fácil conseguir ônibus. Vou ver se a patroa faz um Pix”, lamentou a diarista Fernanda Santos, de 47 anos.
A babá Roselene Conceição, de 39 anos, relatou enfrentar uma situação semelhante, devido à falta de orientação aos passageiros: "Vou ver se algum ônibus aceita o Jaé. Eu deveria ter sido informada [sobre a interdição] antes de sair da estação de trem, porque poderia resolver lá dentro. Agora a gente fica perdida, sem saber o que fazer. E estou muito atrasada".
Já o pedreiro Denílson Soares, de 41 anos, como trabalha por conta própria, optou por se conformar com um dia perdido: "Ia trabalhar em Sulacap, mas acho que vou voltar para casa. Poderia ter saltado em outra estação de trem, mas como muita gente, fui pego de surpresa", disse, em tom de frustração.
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