Publicado 06/05/2026 15:58 | Atualizado 06/05/2026 16:32
A Justiça determinou que Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, continue preso em uma unidade federal de segurança máxima, em Brasília. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
PublicidadeAdilsinho foi preso no dia 26 de fevereiro e está no sistema penitenciário federal por decisão da 3ª Vara Federal Criminal do Rio. Agora, a 1ª Vara Criminal da Capital entendeu que ele deve permanecer fora do sistema prisional estadual, considerando as informações apresentadas no processo.
De acordo com o Ministério Público, o investigado é apontado como uma das principais lideranças de um grupo criminoso ligado a crimes violentos no estado. As investigações indicam que a organização teria envolvimento com homicídios relacionados ao comércio ilegal de cigarros, além de atuação no chamado jogo do bicho.
Na decisão, a Justiça considerou que a permanência em um presídio federal busca evitar possíveis interferências nas investigações e na produção de provas. Também foi levado em conta o fato de o investigado ter mandados de prisão em aberto por crimes como homicídio e associação criminosa.
Adilsinho é acusado por ser o responsável por dezenas de homicídios de rivais, contraventores, integrantes da máfia do cigarro e até policiais. Contra ele, constam três mandados de prisão em aberto. Ele seria uma das figuras de destaque em uma nova estrutura do jogo do bicho no Rio, além de ser suspeito de participação em um esquema de fabricação e distribuição de cigarros falsificados no estado.
Entre os casos atribuídos ao bicheiro está o assassinato do inspetor penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, de 35 anos, morto a tiros em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Também é imputada a ele a morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, executado em plena luz do dia, em fevereiro de 2024, no Centro do Rio, próximo ao prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A reportagem de O DIA tenta contato com a defesa de Adilsinho. O espaço está aberto para eventuais manifestações
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