Contraventor Adilsinho chega à sede da Policia Federal, no Centro do Rio, na manhã de quinta-feira (26)Érica Martin/Agência O Dia
No momento da prisão, realizada na manhã desta quinta-feira (26), em Cabo Frio, na Região dos Lagos, o bicheiro estava escoltado pelo policial militar Diego D'Arribada Rebello de Lima, que também acabou preso. O agente é lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão.
"Foi um trabalho árduo entre as polícias Federal e Civil. Já havíamos tentado prendê-lo outras três vezes, mas as ações foram dificultadas, sobretudo, pela proteção de policiais ligados à máfia do jogo do bicho. Hoje conseguimos prender o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho", afirmou o superintendente.
Integrante da cúpula do jogo do bicho e apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, Adilsinho era um dos criminosos mais procurados do país.
Bicheiro responde por série de homicídios
De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, Adilsinho é apontado como responsável por dezenas de homicídios de rivais, contraventores, integrantes da máfia do cigarro e até policiais. Contra ele, constam três mandados de prisão em aberto.
Entre os casos atribuídos ao bicheiro está o assassinato do inspetor penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, de 35 anos, morto a tiros em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Também é imputada a ele a morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, executado em plena luz do dia, em fevereiro de 2024, no Centro do Rio, próximo ao prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).








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